A pré-candidata ao Senado pelo MDB, Rose de Freitas, afirma que a base aliada do governador Ricardo Ferraço (MDB) chega unida para a disputa das duas vagas ao Senado nas eleições de 2026.
Segundo ela, a chapa formada por sua candidatura e pela do ex-governador Renato Casagrande (PSB) está praticamente consolidada e os partidos caminham em torno de um mesmo projeto político.
A declaração foi dada à reportagem de A Gazeta na chegada à convenção estadual do Podemos, realizada na noite desta segunda-feira (20), em Vitória. No evento, a legenda oficializou o apoio à candidatura de Ricardo Ferraço ao Palácio Anchieta e às candidaturas de Rose de Freitas e Renato Casagrande ao Senado.
O partido também homologou 42 candidaturas proporcionais, sendo 11 para a Câmara dos Deputados e 31 para a Assembleia Legislativa, além de apresentar nomes para disputar a vaga de vice-governador na chapa governista.
Ao comentar o cenário político, Rose diz acreditar que o grupo chega fortalecido para a campanha. "Estivemos com o Renato em todos os momentos, discutindo o que significava a proposta dele como governador e também como senador. Desta vez, não pode acontecer o que houve no passado, de alguém achar que não tem nada a ver com isso. Tudo tem a ver com a caminhada política e os compromissos de cada setor e partido."
A ex-senadora também ressalta que decidiu voltar a disputar um mandato após receber incentivos para retornar à vida eleitoral. Segundo ela, a candidatura foi construída ao longo dos últimos meses e tem como objetivo defender um mandato baseado no diálogo com a sociedade.
"Estou atendendo a um chamado. Não foi uma decisão súbita de querer ser senadora, mas um apelo para exercermos um mandato aberto ao debate. Eu não parei de trabalhar e as pessoas manifestavam que sentiam falta dessa atuação."
Rose destaca que pretende levar para a campanha discussões sobre temas como saúde e educação e defendeu que o Senado seja um espaço de diálogo. "A expectativa é conseguirmos levar às ruas o sentimento de que o Senado é um espaço para inclusão, e não para a indiferença. O Estado ainda tem muitos problemas a superar e espero que possamos fazer um bom debate com a sociedade."
Questionada sobre a composição da chapa, a pré-candidata pontua que a definição dos suplentes ainda está em discussão e deve ser concluída até o início de agosto. Ela revela que chegou a defender uma chapa formada apenas por mulheres, mas disse que a proposta não avançou.
"Temos discutido bastante. Sonhei em fazer uma chapa exclusivamente de mulheres, mas não foi possível. Estamos ouvindo vários setores e vamos afunilar essas opções até o dia primeiro."
Ao avaliar a disputa, Rose reconhece que a campanha será competitiva, mas afirmou que está otimista. "Será uma luta contra quem já detém cargos e também contra os novos candidatos. Nada é fácil na vida, principalmente para as mulheres. Mas acredito que teremos um bom debate, com troca de ideias e opiniões. Estamos muito otimistas."
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