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Letícia Gonçalves

Nem Flávio Bolsonaro, nem Lula: a estratégia de Ricardo Ferraço para 2026

Pré-candidato à reeleição diz que "não é papel de governador fazer oposição"

Publicado em 20 de Julho de 2026 às 22:22

Públicado em 

20 jul 2026 às 22:22
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

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O governador Ricardo Ferraço  Foto: Carlos Alberto Silva


Depois que o ex-prefeito de Vitória e pré-candidato ao governo do Espírito Santo Lorenzo Pazolini (Republicanos) declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República, uma dúvida ficou no ar: e Ricardo Ferraço (MDB)? O governador é pré-candidato à reeleição. 

O MDB está dividido e vai liberar os filiados nos estados para posicionarem-se como quiserem em relação ao Palácio do Planalto.

Ricardo, por sua vez, indicou que não vai fazer campanha para nenhum dos postulantes à Presidência. 

"Estou preparado para continuar liderando o Espírito Santo e para governar o estado com quem os capixabas e os brasileiros decidirem que possa governar esse país. Eu vou fazer campanha para me reeleger como governador do Espírito Santo, para fortalecer o Espírito Santo. Não acho que seja papel de governador, pela responsabilidade que tem, fazer oposição a esse ou àquele", afirmou o emedebista na noite desta segunda-feira (20) ao ser questionado pela coluna.

Ele já havia afirmado em discurso durante a convenção estadual do Podemos, em Vitória, que "não é papel de governador fazer oposição" a quem comanda o Executivo federal e repetiu a declaração em entrevista após o evento. 

A coluna perguntou diretamente se isso significa que Ricardo não vai fazer campanha para nenhum candidato a presidente.

Ele, mais uma vez, emitiu a resposta contida no quarto parágrafo deste texto.

Em nenhum momento o governador citou os nomes do presidente Lula (PT), pré-candidato à reeleição, de Flávio ou de qualquer outro postulante ao cargo de presidente da República.

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Em março, quando ainda era presidente estadual do MDB (desde maio, quem ocupa esse posto é o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio), Ricardo Ferraço assinou um manifesto defendendo que o partido se mantivesse independente nas eleições presidenciais.

O governador é um político de centro-direita e não tem proximidade com o PT, nacionalmente nem no Espírito Santo.

Não à toa, o Partido dos Trabalhadores entregou os cargos de indicação política que ocupava no governo estadual pouco antes de Ricardo assumir o comando do Executivo. E lançou uma candidatura própria ao Palácio Anchieta, a do deputado federal Helder Salomão.

Ricardo tem feito acenos ao eleitorado de direita. Fez isso, por exemplo, ao participar do "Café com Pólvora", organizado por um clube de tiro, e ao aparecer ao lado do empresário Luciano Hang, conhecido como Véio da Havan e figura atrelada ao bolsonarismo.

Certamente, não faria campanha para Lula, ainda que o MDB abraçasse o petista de corpo e alma.

Agora, pedir aos eleitores para votarem em Flávio seria um pouco demais, uma vez que o PL, no estado, está no palanque de Pazolini.

RICANARO

Não podemos nos surpreender, porém, se no meio da campanha surgir um movimento informal, espontâneo ou não, de voto BolsoCardo ou RicaNaro (ou FerraNaro? enfim).

Em 2022, Renato Casagrande (PSB), principal aliado de Ricardo, foi reeleito em meio à exaltação ao voto CasaNaro, embora o PL tivesse candidato próprio ao governo estadual, Carlos Manato.


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Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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