O ex-prefeito da Serra e ex-presidente estadual do PDT, Sérgio Vidigal, descartou disputar qualquer cargo nas eleições deste ano e afirmou
que também não pretende voltar às urnas em 2028. Apontado nos bastidores como
um dos nomes cotados para ocupar a vaga de vice na chapa do governador Ricardo Ferraço (MDB), o pedetista afirmou que a decisão de deixar as disputas
eleitorais foi tomada ainda em 2024 e que não pretende voltar atrás.
A declaração foi dada nesta segunda-feira (20), durante a
convenção estadual do Podemos, em Vitória. O evento marcou o lançamento da
candidatura do filho dele, Serginho Vidigal, a deputado federal e também
reforçou a disputa interna pela vaga de vice de Ricardo Ferraço. Na convenção, o Podemos apresentou quatro nomes para uma eventual composição da chapa majoritária do grupo liderado pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB).
Questionado sobre a possibilidade de integrar a chapa
governista, Vidigal disse que ficou honrado por ter sido lembrado, mas
reafirmou que a decisão de não disputar eleições é definitiva.
"Esse tema surgiu, aliás, surge ainda. Mas acho que uma
das coisas que mais atrapalham o homem público é o político falar uma coisa de
manhã e de tarde esquecer. É uma decisão tomada. Acho que nós temos bons nomes
para compor a chapa. Sendo ou não sendo, estarei firme na campanha do Ricardo.
Lógico que sou muito grato quando alguém lembra do meu nome, mas eu tomei uma
decisão. Isso é uma coisa que realmente não tem retorno."
Vidigal também afirmou confiar na escolha que será feita pelo governador Ricardo Ferraço e pelo ex-governador Renato Casagrande para completar a chapa. "Creio que o Renato e o Ricardo terão sabedoria para escolher quadros que possam somar. Há um tempo eu sugeri perfil, nome não, porque é complicado falar nome. Acho que eles vão buscar um perfil adequado."
A possibilidade de Vidigal integrar a corrida eleitoral em 2026 começou a ser ventilada ainda em 2025, quando, em julho do mesmo ano, ele decidiu deixar a Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes), após cerca de cinco meses à frente da pasta.
Segundo o ex-prefeito, a decisão de abandonar as disputas
eleitorais foi tomada quando optou por não buscar a reeleição à Prefeitura da
Serra, em 2024, após enfrentar problemas de saúde.
"Essa decisão eu tomei em 2024, quando eu poderia ser
candidato à reeleição. Passei por um problema de saúde mais grave e decidi
encerrar minhas atividades disputando eleição, não na política. Acho que seria
uma covardia minha não continuar contribuindo também com a minha
profissão."
Ao ser perguntado se poderia voltar a disputar algum cargo em 2028, Vidigal foi taxativo. "Não. Eu encerrei."
Líder do PDT no ES, ex-prefeito repercute chapas do partido para 2026
Durante a entrevista, Vidigal também comentou a situação do PDT nas eleições deste ano. Segundo ele, o partido não conseguiu formar uma chapa competitiva para deputado federal e, por isso, não lançará candidatos à Câmara dos Deputados.
O ex-presidente estadual do PDT atribuiu a dificuldade à polarização nacional e afirmou que a legenda perdeu espaço por não conseguir construir um caminho próprio.
"Infelizmente, nós não conseguimos montar nossa chapa de federal. Eu conversei com o Lupi há cerca de dois anos e disse que o PDT precisava ter uma certa independência em relação ao governo federal para poder se organizar. Entramos numa polarização sem ter a força do PT e do PL. Creio que isso nos atrapalhou muito, não só no Espírito Santo, mas no Brasil inteiro."