A aliança entre Republicanos e PL no Espírito Santo traz, direta ou indiretamente, a figura do senador Magno Malta, presidente estadual do Partido Liberal, para a campanha do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), pré-candidato ao Palácio Anchieta.
Ainda não se sabe se Magno vai aparecer no horário eleitoral pedindo votos para Pazolini, mas os dois estão juntos desde já.
No último sábado (18), quando a parceria entre as duas siglas foi publicamente consolidada, Pazolini chegou a citar lateralmente o senador, ao discursar durante o encontro estadual do PL.
Na verdade, o ex-prefeito elogiou Maguinha Malta, filha de Magno que é pré-candidata ao Senado e, ao fazer isso, lembrou que o senador é uma "inspiração" para ela.
Não fez muitas menções ao novo aliado, mas cumpriu uma etapa necessária para garantir o PL no palanque. Endossou a pré-candidatura de Maguinha.
A ligação entre Magno e Pazolini não é inédita, remonta ao menos a 2017, quando o ex-prefeito era delegado titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
O senador, por sua vez, estava à frente da CPI dos Maus-tratos. Pazolini participou da comissão como convidado e ganhou ainda mais visibilidade.
Em 2018, foi eleito deputado estadual pelo PRP. Em 2019, abrigou uma filha de Magno no gabinete na Assembleia Legislativa.
Não foi Maguinha Malta a nomeada e sim a jornalista Karla Malta, hoje presidente estadual do PL Mulher. Ela exerceu o cargo comissionado de técnico júnior de gabinete de fevereiro a outubro daquele ano.
Alguma irregularidade nisso? Não. É apenas mais um sinal dos laços entre Pazolini e Magno.
Pacto esse que provocou uma fissura na aliança anteriormente firmada pelo Republicanos com o PSD do ex-governador Paulo Hartung.
O ex-prefeito agora vai ter que administrar, além do apetite do PL sobre a chapa majoritária (vagas de candidatos a vice e ao Senado), o peso da associação com Magno.
O político do PL tem, sim, um público fiel, tanto que foi o grande vencedor da corrida pelo Senado em 2022.
Ao mesmo tempo, porém, Magno carrega um alto índice de rejeição:
55% dos entrevistados pela Quaest dizem que o conhecem e não votariam nele.Se ele fosse candidato ao governo estadual, como chegou a cogitar. O PL, entretanto, retirou de campo a ideia de lançar candidatura própria para apoiar Pazolini
CURIOSIDADE:
Em 2018, quando Pazolini foi eleito pela primeira vez, ganhando uma cadeira na Assembleia Legislativa, estava filiado ao PRP.
Apenas uma outra sigla juntou-se a ele na coligação: o PCdoB.
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