Ricardo Ferraço sempre foi filiado a partidos de direita, centro ou centro-direita. A saber: PDS; PFL; PTB; PSDB; PPS; PSDB; DEM; União Brasil e MDB.
O único ponto fora da curva aí é o PPS, antigo Partido Comunista e que hoje é o Cidadania, uma sigla de centro-esquerda. Ricardo foi filiado ao partido de 2001 a 2005, mas nunca um militante de esquerda.
A trajetória de Ricardo é marcada pela ligação com o setor empresarial.
E não se pode deixar de mencionar o pai dele, o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Theodorico Ferraço (PP), um tradicional político de direita no Espírito Santo.
O debate esquerda x direita é raso, considerando que o dia a dia das políticas públicas exige mais pragmatismo e menos ideologia. Mais evidências e menos jogo para a plateia.
A decisão de voto do eleitor, no entanto, tem um componente subjetivo.
E é, presumivelmente, devido a essa percepção que Ricardo decidiu sinalizar aos eleitores dessa forma.
O mesmo se pode dizer de Pazolini. O caso do ex-prefeito, porém, envolve a tentativa de aliança com o PL do senador Magno Malta no estado. Fornecer um palanque local a Flávio é uma forma de pavimentar esse caminho.
Cabe lembrar que
a Quaest mostrou que, no Espírito Santo, 16% dos eleitores do ES se dizem bolsonaristas e 14%, lulistas.
A maior fatia, 30%, ressalte-se, identifica-se como independente.