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Letícia Gonçalves

O nome que Marcelo Santos quer emplacar como vice de Ricardo Ferraço

Presidente da Assembleia Legislativa também preside o União Brasil, que forma uma superfederação com o PP

Publicado em 18 de Junho de 2026 às 19:21

Públicado em 

18 jun 2026 às 19:21
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Marcelo Santos, presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo
Marcelo Santos, presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo Lucas S. Costa/Ales

Quem vai decidir o vice ou a vice na chapa do governador Ricardo Ferraço (MDB) é o próprio Ricardo, após ouvir aliados, evidentemente. E isso não vai ser feito agora e sim somente na reta final do prazo para realização das convenções partidárias, entre julho e agosto.

Mas a corrida, como a coluna mostrou, já começou. O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), por exemplo, quer emplacar uma correligionária na vaga. 

Trata-se de Joelma Costalonga, atual secretária da Casa dos Municípios da Assembleia. Ela é uma espécie de longa manus de Marcelo. 

Já presidiu o PRD (Partido Renovação Democrática) e está à frente do programa Arranjos Produtivos, uma das principais vitrines do mandato do presidente do Legislativo estadual.

Marcelo também é presidente estadual do União Brasil, partido que está federado com o Progressistas.

"Eu, enquanto presidente do União, vou colocar o nome da Joelma à disposição para compor a discussão sobre a vice. Ela liderou o PRD por seis meses e o partido fez 26 vereadores. É uma mulher que tem serviços prestados à Assembleia e ao Espírito Santo", afirmou Marcelo à coluna, nesta quinta-feira (18). 

A federação União Progressista dá como certo que vai indicar o vice de Ricardo. O emedebista não garantiu isso, mas já declarou publicamente que a federação "tem tamanho" para ocupar um lugar na chapa majoritária e que teria protagonismo na eleição de 2026.

Daí a se concluir que Joelma Costalonga vai ser a vice são outros quinhentos.

Integrantes do PP consultados pela coluna avaliam que a citação a Joelma é mais "uma forma de Marcelo valorizar o próprio passe".

No União, outro nome chegou a ser mencionado anteriormente pelo presidente estadual do partido, o da vereadora de Vila Velha Patrícia Crizanto (ela saiu do PSB e filiou-se ao União).

"Mas a Patrícia é pré-candidata a deputada estadual e precisamos dela na chapa, é uma candidata competitiva. A Joelma, inicialmente, cogitamos lançar para estadual, mas achamos melhor disponibilizá-la como opção para a vice", contou Marcelo.

O presidente estadual do PP, deputado federal Da Vitória, também já citou vários nomes do partido que poderiam ser indicados como vice de Ricardo.

Um dos preferidos do parlamentar, diz-se nos bastidores, é o vereador de Vitória Camilo Neves.

Marcelo, entretanto, garante que não há conflito entre ele e o presidente estadual da federação:

Não há conflito e não haverá, e sim consenso. É preciso apresentar mais de um nome para o governador. Da Vitória e eu tomamos decisões com diálogo e somos amigos

Marcelo Santos Presidente da Assembleia Legislativa e do União Brasil no ES

Joelma Costalonga
Joelma Costalonga Paula Ferreira/Ales
No sábado (20), o União Brasil vai realizar sua convenção estadual. Não é a convenção prevista no calendário eleitoral para referendar candidatos — isso somente é permitido entre 20 de julho e 5 de agosto.

O evento de sábado é para a eleição do diretório e da Executiva estaduais do União que, atualmente, é presidida provisoriamente por Marcelo Santos.

Ele vai continuar à frente do partido. O mandato é de quatro anos e a eleição vai ser em chapa única.

Os principais membros também já estão definidos. A primeira vice-presidência seguirá com o prefeito de Jaguaré, Marcos Guerra.

O 2º vice-presidente vai ser o deputado federal Messias Donato.

Joelma Costalonga vai ser a secretária-geral do partido.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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