Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Letícia Gonçalves

Magno Malta e Lorenzo Pazolini: uma aliança prestes a ser selada

Duas reuniões entre PL e Republicanos pavimentaram o caminho para a parceria nas eleições de 2026. Veja o que eles têm a somar um ao outro e as arestas a serem aparadas

Publicado em 11 de Julho de 2026 às 06:49

Públicado em 

11 jul 2026 às 06:49
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Maguinha Malta, Magno Malta, Lorenzo Pazolini e Erick Musso durante evento em São Gabriel da Palha em 2025
Maguinha Malta, Magno Malta, Lorenzo Pazolini e Erick Musso durante evento em São Gabriel da Palha em 2025 Divulgação/PL
Ao que tudo indica, a preço de hoje, uma aliança vai ser selada entre o partido do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o PL do senador Magno Malta. O principal objetivo do Republicanos no Espírito Santo é fazer com que Pazolini seja o próximo governador. O do PL, eleger Maguinha Malta, filha de Magno, ao Senado. Além de eleger deputados federais, o que é prioridade para qualquer sigla. 

As duas legendas têm a somar uma à outra na disputa estadual, mas também várias arestas a aparar. Se dependesse apenas das circunstâncias locais, não necessariamente a parceria seria confirmada. 

Mas há o fator nacional: o PL quer o endosso do Republicanos à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Em troca, a cúpula nacional do partido de Pazolini tenta obter o apoio do PL a pré-candidatos a governador em alguns estados, entre eles o Espírito Santo.

Duas reuniões, uma realizada em Brasília na quarta-feira (8) e outra na sexta (10), em Vitória, pavimentaram o caminho. Pazolini até participou do encontro de sexta, o que não é de seu feitio. 

Normalmente, ele deixa as articulações políticas a cargo do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso.

"O encontro representou um avanço em relação às conversas já realizadas anteriormente, incluindo as agendas em Brasília, e foi avaliado de forma positiva pelos representantes das duas legendas", diz nota oficial assinada pelas direções estaduais dos dois partidos.

AS ARESTAS

Agora vamos aos fatores mais relevantes desta equação. Obviamente, o Republicanos quer que o PL trabalhe pela eleição de Pazolini e o PL quer ajuda para eleger Maguinha, mas não é só isso que está à mesa.

"Agora precisamos alinhar o discurso, que inclui os presos de 8 de Janeiro e a anistia", afirmou Magno logo após a reunião de quarta em Brasília, de acordo com o jornal O Globo.

Ideologicamente, PL e Republicanos, ao menos considerando os integrantes do partido de Pazolini no Espírito Santo, não são tão diferentes. Em 2025, o então prefeito defendeu a anistia aos presos do 8 de janeiro.

O que está em jogo, mesmo, são coisas mais pragmáticas.

Na chapa majoritária, há mais uma vaga de candidato a senador e também a de vice. Outra questão é a campanha de FlávIo Bolsonaro.

Incialmente, de acordo com fontes ouvidas pela coluna, Magno "quis tudo": indicar o vice e os dois candidatos a senador. Além de se opor à chegada do PSD à aliança. Esse é o partido do ex-goverandor Paulo Hartung. O PSD foi o primeiro a subir no palanque de Pazolini.

Essas exigências, cabe frisar, nunca feitas publicamente pelo presidente estadual do PL, apenas especuladas, entretranto, são interpretadas também como uma espécie de ponto de partida. "Primeiro, você pede tudo, depois negocia, cede em alguns pontos. É assim que funciona", contou uma fonte que acompanha as conversas.

Hartung já fez elogios públicos a Pazolini, mas até alguns integrantes do Republicanos, antes mesmo da aproximação com o PL, defendem que o ex-governador não apareça ostensivamente na campanha do ex-prefeito. Afinal, Pazolini se apresenta como "o novo" na política e Hartung é um político tradicional.

Pode-se dizer o mesmo do próprio Magno Malta. Mas a questão é que o senador já demonstrou desapreço, especificamente, por uma eventual aliança envolvendo o ex-governador.

"Com essa figura citada, ou seja, o ex governador, com esse, jamais", escreveu Magno no Instagram na última terça-feira (7), ao comentar um vídeo no Instagram publicado pelo vereador de Vitória Dárcio Bracarense (PL). Dárcio, aliás, não é o maior entusiasta da aliança com Pazolini. 

O ex-prefeito, portanto, vai ter que se equilibrar entre os dois para garantir uma coligação com PL e PSD.

Veja Também 

Lançamento das pré-candidaturas de Helder Salomão e Fabiano Contarato, em Cariacica

Helder Salomão: "Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço são muito parecidos"

Posse de Cris Samorini como prefeita de Vitória, na Câmara de Vereadores. Discurso do ex-prefeito Lorenzo Pazolini

Aliados de Pazolini mantêm flerte com PL de Flávio Bolsonaro após caso Vorcaro

VICE

O partido de Hartung é presidido, no Espírito Santo, pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos. A esposa do prefeito, Lívia Vasconcelos, é uma das possíveis vices de Pazolini. Ao menos é esse, nos bastidores, o pleito do PSD. 

Outro nome especulado é o do ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon, embora este tenha afirmado à coluna que não vai ser candidato a nenhum cargo em 2026.

Para a segunda vaga de candidato a senador, o PSD também tem pré-candidato, o deputado estadual Sérgio Meneguelli. 

SENADO

O PL também tentou, de acordo com o que a coluna apurou, indicar como segundo candidato o vereador de Vitória Leonardo Monjardim, do Novo. Isso favoreceria Maguinha, porque, em tese, o parlamentar é um nome menos competitivo. Mas isso não deve se confirmar.

A questão da segunda vaga ao Senado é outra aresta a ser aparada. Renzo e até o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, garantiram a Meneguelli que ele teria espaço para concorrer, mas as coisas podem mudar.

Se o PSD conseguir emplacar o vice, ou a vice, de Pazolini, pode não ficar com a vaga de senador.

Afinal, a regra que vale para a negociação com o PL vale para os outros: não se pode ter tudo o tempo todo.

Se Meneguelli não concorrer, aliás, melhor para Maguinha, já que o deputado tem potencial para receber votos do eleitorado de direita.

O Republicanos também tem filiados interessados em concorrer ao Senado, o deputado federal Evair de Melo e o ex-deputado federal Carlos Manato. Mas, como já registrado aqui, a prioridade do partido é eleger Pazolini. Os outros espaços na chapa majoritária devem ser deixados para os aliados. Logo, as chances dos correligionários do ex-prefeito são menores.

Certamente, não teremos todas as respostas para essas questões por enquanto.

Tradicionamente, a vaga de vice na chapa, por exemplo, é preenchida aos 45 do segundo tempo.

Mas o clima, tanto no Republicanos quanto no PL, é de que a adesão do PL ao palanque de Pazolini deve ocorrer em breve, talvez até antes da visita de Flávio ao Espírito Santo, marcada para o dia 18.

O FATOR FLÁVIO BOLSONARO

O que vai ser interessante de observar, se a aliança se confirmar, é como Pazolini vai se comportar em relação ao candidato do PL à Presidência da República.

O ex-prefeito é um político de centro-direita, mas em pleitos anteriores não declarou voto para presidente e tampouco fez campanha para algum postulante ao Palácio do Planalto.

Será que, para garantir o apoio do PL, ele fará isso?

CANCELADO

O PSD de Hartung e Renzo Vasconcelos realizaria em Vitória um evento no mesmo horário do encontro estadual do PL, no dia 18.

A participação de Kassab até foi anunciada. O evento, entretanto, foi cancelado.

O ex-governador, embora tenha dado declarações de simpatia e incentivo a Pazolini, cabe lembrar, nunca cravou se vai ou não disputar algum cargo nas eleições de 2026.

+ colunas de Letícia Gonçalves 

CNJ afasta desembargadora do ES que criticou 1º grau do Judiciário e OAB

Desembargadora do ES diz que "primeiro grau não está produzindo nada" e critica OAB

O nome que o PCdoB quer emplacar como vice de Helder Salomão

Ricardo Ferraço corre e realiza inaugurações no limite do prazo eleitoral

Curtas políticas: Dança das cadeiras no primeiro escalão da Prefeitura da Serra

Juiz do ES punido com aposentadoria pode ser impedido de advogar

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 11/07/2026
Imagem de destaque
Quem são os jogadores que vão liderar a Seleção na próxima Copa e tentar acabar com jejum histórico do Brasil
reforma tributária, imposto
O peso das sanções desproporcionais na reforma tributária

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados