A novela sobre a provável aliança entre o Republicanos e o PL no Espírito Santo ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (10), com uma reunião entre presidentes e membros dos dois partidos para alinhar as costuras feitas em Brasília na última quarta-feira (8). O encontro, no entanto, ainda não resultou na oficialização da hipotética dobradinha entre as duas legendas para as eleições deste ano.
Em nota conjunta enviada à imprensa logo após o fim da reunião, os partidos afirmaram apenas que as conversas avançaram em relação às últimas agendas realizadas entre as duas legendas e que as lideranças envolvidas no processo defendem o diálogo e a construção em consenso de um projeto considerado benéfico para o Estado.
A expectativa era de que a agenda, realizada na sede do PL, em Vitória, servisse como pano de fundo para a confirmação de que o partido, presidido pelo senador Magno Malta no Espírito Santo, e o Republicanos, comandado pelo ex-deputado estadual Erick Musso em território capixaba, haviam aceitado os termos do acordo iniciado em Brasília nesta semana, com o aval das direções nacionais das duas siglas.
O encontro, revelado por A Gazeta na terça-feira (7), reuniu o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira; o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; o senador Rogério Marinho; o presidente do Republicanos no Espírito Santo, Erick Musso; a vice-presidente do PL-ES, Maguinha Malta; a presidente do PL Mulher-ES, Karla Malta; e o deputado federal Gilvan da Federal.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem na ocasião, um dos principais pontos discutidos foi a composição da chapa para a disputa ao Senado. O PL teria defendido que Maguinha Malta seja a primeira opção do grupo na corrida pela Casa.
A novidade do encontro desta sexta-feira foi a participação do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini. O ex-chefe do Executivo municipal é a principal aposta do Republicanos para a disputa pelo governo do Estado nas eleições deste ano.
Nos bastidores, a informação é de que a estratégia política da eventual aliança é a seguinte: para contar com o apoio do PL ao projeto encabeçado por Pazolini, o Republicanos deverá adotar um discurso mais alinhado às pautas defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado político de Magno Malta.
Além da composição da chapa ao Senado, a negociação também envolve o palanque para a disputa presidencial no Espírito Santo. A expectativa do PL é de que uma eventual candidatura de Pazolini ao governo do Estado sirva de palanque para o senador Flávio Bolsonaro.