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Eleições 2026

Magno Malta vai a Brasília para negociar aliança entre PL e Republicanos

Encontro quer garantir palanque para Flávio Bolsonaro no ES em meio a impasse nas negociações entre as duas legendas no cenário estadual

Publicado em 07 de Julho de 2026 às 11:49

Tiago Alencar

Publicado em 

07 jul 2026 às 11:49
Flávio Bolsonaro
 Flávio Bolsonaro e Magno Malta durante última visita do senador do Rio de Janeiro ao Espírito Santo Carlos Alberto Silva

Em busca de consolidar alianças que garantam ao PL protagonismo nas disputas majoritárias pelo governo do Estado e pelo Senado nas eleições deste ano, o senador Magno Malta, presidente estadual da legenda, cumprirá agenda em Brasília nesta quarta-feira (8).


O senador deverá se reunir com o presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, por volta das 16 horas. O encontro foi confirmado à reportagem de A Gazeta por fontes ligadas à cúpula do Republicanos.


Magno foi procurado, por meio da assessoria de imprensa, para comentar a reunião e detalhar a pauta do encontro. Até a conclusão desta reportagem, porém, não havia respondido.


Segundo apuração da reportagem, o principal tema da conversa será a possibilidade de uma aliança entre PL e Republicanos no Espírito Santo. Um dos objetivos do entendimento seria garantir um palanque eleitoral para o senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República.


A reunião também ocorre em meio ao impasse nas negociações entre as duas legendas no cenário estadual.


Nos bastidores da política capixaba, a avaliação é de que o grupo liderado pelo Republicanos, que tem o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini como principal aposta na disputa pelo Palácio Anchieta, sinalizou interesse em uma composição com o PL como forma de ampliar o diálogo com o eleitorado bolsonarista.


Também pesam nas negociações o tempo de propaganda eleitoral e a estrutura financeira do PL, partido que possui a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados e deverá receber a maior fatia do Fundo Eleitoral neste ano. A legenda comandada por Magno Malta terá cerca de R$ 881 milhões, à frente do Partido dos Trabalhadores, com aproximadamente R$ 615 milhões, e do União Brasil, com cerca de R$ 526 milhões.


As conversas, entretanto, teriam perdido força diante de condições apresentadas por Magno para apoiar o grupo político liderado pelo presidente estadual do Republicanos, Erick Musso.


Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o senador reivindica espaços na chapa majoritária, defendendo que o PL indique sua filha, Maguinha Malta, para a primeira vaga ao Senado e outro nome da legenda para o posto de vice em uma eventual candidatura encabeçada por Pazolini.


A proposta teria desagradado tanto ao grupo político alinhado ao ex-prefeito quanto à direção estadual do Republicanos.

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