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No campo de Wahoo

Petroleira interliga último poço no Sul do ES para produzir 40 mil barris por dia

Maior petroleira independente do país, Prio informou que finalizou a quarta e última ligação de poço no litoral Sul do Espírito Santo

Publicado em 17 de Junho de 2026 às 18:53

Leticia Orlandi

Publicado em 

17 jun 2026 às 18:53
FPSO Frade, que vai ser conectada ao óleo retirado em Wahoo
O óleo retirado no campo de Wahoo, no Espírito Santo, é processado na FPSO Frade. Divulgação/PRIO

A Prio, maior empresa independente de petróleo e gás do Brasil, anunciou que abriu nesta semana o quarto e último poço produtor no Campo de Wahoo, localizado no litoral Sul do Espírito Santo. Dessa forma, a empresa informou que vai limitar a produção total do campo em 40 mil barris de óleo por dia.


Em comunicado ao mercado nesta terça-feira (16), o quarto poço produtor será estabilizado para produção de 10 mil barris por dia, mesma média dos outros. O óleo retirado no campo de Wahoo, no Espírito Santo, é processado na FPSO Frade, na parte fluminense da bacia de Campos, a 35 quilômetros de distância.


"Assim, a Prio concluiu a abertura de todos os poços produtores previstos no projeto de desenvolvimento de Wahoo", informou a empresa no comunicado. 


No início de junho, a petroleira informou que o Cluster Valente (formado pela produção de Wahoo e Frade) alcançou a produção de 51.646 barris de óleo por dia em maio.  


E em abril, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), só o campo de Wahoo registrou a produção de 30.706 barris de petróleo por dia. 

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Conexão submarina

A produção no campo de Wahoo foi possível a partir de um tie-back, conexão submarina que vai levar o óleo retirado no campo no Sul do Espírito Santo. Lá, será processado no navio-plataforma Frade, que fica também na Bacia de Campos, mas no Rio de Janeiro, a cerca de 35 quilômetros. A tecnologia é considerada inédita no país.

O projeto da Prio para Wahoo prevê a produção de 40 mil barris de óleo por dia e, antes mesmo do início da operação, chegou a movimentar cerca de R$ 1 bilhão na cadeia de fornecedores locais. 

A expectativa é que a operação gere R$ 4 bilhões em royalties para o Espírito Santo ao longo dos próximos anos.

O campo de Wahoo é o primeiro perfurado do zero pela petroleira carioca, que, tradicionalmente, atua com campos maduros na Bacia de Campos. 

Além do tie back, o projeto de Wahoo traz outras inovações. Uma delas é a tecnologia "fishbone", que será usada pela primeira vez no Brasil para completação de poços, de forma a aumentar a produtividade por meio da injeção de ácido na formação.

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