Divulgação/Vports
A movimentação de cargas nos portos do Espírito Santo aumentou 13,1% e atingiu a marca de 137,5 milhões de toneladas no ano de 2025. Com a quarta maior operação portuária do Brasil, o percentual de crescimento capixaba foi superior à media do país, que ficou em 6,1%.
Os dados sobre esse importante modal para a logística do Estado foram apresentados no Atlas Portuário do Espírito Santo, publicação produzida pelo Observatório Findes e lançada nesta terça-feira (16) durante a ModalExpo, feira que está sendo realizada no Pavilhão de Carapina, na Serra.
No Estado, a atividade portuária fomenta uma importante cadeia de negócios, que envolve empresas dos setores logístico, marítimo, industrial, energético e regulatório, entre outros. Essas atividades são relevantes geradoras de emprego e renda. Ao todo, o segmento reúne 133 empresas formais, responsáveis por 6.756 empregos com carteira assinada.
“Com localização geográfica privilegiada, o sistema portuário do Espírito Santo está conectado a importantes ferrovias e rodovias. Em um raio de 1.200 quilômetros, o Estado alcança uma região que concentra cerca de 63% do PIB brasileiro e está próximo de importantes centros econômicos do país, como Salvador, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. O Espírito Santo mantém ainda uma integração relevante com a Região Sudeste e parte da Região Nordeste, além de se apresentar como alternativa logística para estados exportadores sem acesso ao litoral, como Minas Gerais e Goiás”, analisa a gerente de Estudos Estratégicos do Observatório Findes, Carolina Ferreira.
A gerente-executiva do Observatório Findes e economista-chefe da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Marília Silva, complementa que essas vantagens estratégicas criaram condições para o desenvolvimento de um sistema portuário capaz de atender não somente à demanda estadual, mas também de posicionar o Espírito Santo como um ator fundamental na logística nacional e um dos principais pontos de entrada e saída de mercadorias do Brasil.
“O Caderno de Portos nasce como uma publicação importante não apenas para o setor portuário capixaba, mas para todos que têm interesse em impulsionar o desenvolvimento da infraestrutura do Espírito Santo, seja por meio de ações do setor público ou da iniciativa privada. O trabalho conta com a participação de representantes dos terminais portuários do Estado: ArcelorMittal, Blue Terminals, Imetame, Ogmo, Petrocity, Porto Central, Portocel, Samarco, Transpetro, Vale, VLI e VPorts , que contribuíram para a validação das informações”, explica.
O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, explica que o Atlas Portuário reúne conhecimento, organiza informações e oferece uma visão ampla sobre a infraestrutura, a capacidade, os gargalos e as oportunidades do sistema portuário do Estado.
“Acreditamos que o próximo salto do desenvolvimento econômico do Espírito Santo passa pelo mar, ganha força na indústria e se concretiza nas pessoas. Precisamos olhar para a agenda de infraestrutura de forma contínua, porque grandes transformações são construídas de maneira estratégica. O Atlas Portuário do Espírito Santo não é apenas um retrato do presente, mas uma ferramenta para planejar o futuro”, afirma.
Cargas para exportação
Dados do Atlas Portuário do ES apontam que quase 90% da movimentação portuária do Espírito Santo ocorre por meio da navegação de longo curso, modalidade destinada ao transporte marítimo internacional e responsável por conectar os terminais capixabas ao restante do mundo. Essa operação respondeu por 126 milhões das 137,5 milhões de toneladas movimentadas em 2025.
“Esse dado evidencia a relevante integração do Espírito Santo com o comércio internacional. Além da localização estratégica, reunimos uma economia aberta ao mundo, uma indústria forte, um sistema portuário relevante e uma diversidade de modais que está transformando o Espírito Santo em um dos principais hubs logísticos do país”, aponta o presidente da Findes, Paulo Baraona.
Entre as cargas movimentadas na navegação de longo curso, 88,9% estiveram relacionadas às exportações, totalizando 112,5 milhões de toneladas, enquanto as importações representaram 11,1%, ou 13,9 milhões de toneladas.
Nos embarques destinados ao exterior, predominaram o minério de ferro, com 94,9 milhões de toneladas; a celulose, com 6,2 milhões de toneladas; e os produtos siderúrgicos, com 5,1 milhões de toneladas. Já entre as cargas desembarcadas, o carvão mineral respondeu pela maior parte da movimentação, com 9,3 milhões de toneladas.