A cada quatro anos, duas coisas são certas: teremos Copa do Mundo e eleições presidenciais no Brasil. Pelo menos no discurso, o país se une em torno da Seleção Brasileira e acaba se dividindo na hora de decidir seu futuro nas urnas.
O que é natural em uma democracia, embora a polarização desde a última década tenha tornado o ambiente menos propositivo e muito mais acalorado.
No domingo (5), o sonho do hexa foi mais uma vez adiado. Ironicamente, pela sexta vez, se fizermos as contas. O esporte é parte inseparável da identidade brasileira, e é natural que se lamente tanto que os dias de glória tenham ficado para trás. Há uma geração inteira que nunca viu a Seleção erguer a taça.
Mas, sacudindo a poeira da Copa, o que nos espera neste segundo semestre é o destino que queremos, como sociedade, tanto para esses mais jovens quanto para as demais gerações de brasileiros.
E será, em certos aspectos, uma nova Copa do Mundo, muitas vezes encarando desafios fora das quatro linhas, com as fake news ganhando proporções ainda mais destrutivas na era da inteligência artificial. As instituições precisarão estar mais fortes do que nunca.
A democracia é uma construção conjunta, mesmo que os jogadores em campo pensem de forma distinta e escolham diferentes táticas para atingir um objetivo comum. Golear, nesse caso, é construir as bases com educação, saúde, trabalho, infraestrutura e segurança para que qualquer pessoa tenha direito a uma vida próspera.
O Brasil terá outras chances de colocar uma sexta estrela na camisa. Agora, é bola pra frente rumo às eleições.
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