É importante ouvir da boca de um executivo de uma grande montadora as razões que foram determinantes para a escolha de um estado para receber investimentos tão vultosos quanto os que cercam a instalação de uma unidade fabril de carros elétricos.
"Quando a gente olha do ponto de vista da competitividade, o Espírito Santo entregou esse diferencial para decisão final”, disse o diretor de Relações Institucionais da GWM Brasil, Ricardo Bastos, durante a cerimônia de lançamento do empreendimento em Aracruz, na terça-feira (30).
Basicamente, infraestrutura, profissionalismo e transparência venceram os cinco estados que competiam pela fábrica. Três pilares que foram erguidos com um trabalho de reconstrução institucional iniciado há mais de 20 anos. Uma união de forças que transformou o Espírito Santo em potência nacional, um estado que se tornou referência fiscal e social.
E assim os investimentos acharam o caminho de casa, com organização e planejamento. Aracruz é um excelente exemplo desse dinamismo, se preparando com portos e infraestrutura logística moderna. A vocação para o comércio exterior que sempre existiu pela localização estratégica no país tem espaço para se consolidar.
É com a confirmação pelas palavras de um executivo de que o trabalho teve resultados que se deve ter em mente que a organização do Espírito Santo deve ser tratada como um caminho sem volta.
Os ganhos estão aí: cerca de 9 mil empregos diretos na linha fabril dos carros elétricos e híbridos da GWM, com intercâmbio com as unidades chinesas para qualificar a mão de obra. A empesa investe em inovação e vai preparar os profissionais para isso. Uma iniciativa que pode criar uma cadeia de ensino e capacitação.
Se no passado o estado perdia as oportunidades, como a derrota para a Bahia na década de 90 pela fábrica da Ford (que abandonou o Brasil em 2021), o cenário agora é outro. O Espírito Santo passou de preterido a preferido.
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