A prioridade do Republicanos, no estado, é eleger Pazolini governador. O PL, por sua vez, quer garantir uma cadeira para a filha de Magno, Maguinha Malta, no Senado.
Erick Musso, no sábado, manifestou-se da seguinte forma:
"Arregaçar as mangas e deixar de lado as possíveis diferenças.
É com essas palavras do presidente Bolsonaro, que li hoje em sua carta ao povo brasileiro, que renovo um chamado aos capixabas, aos partidos e às lideranças do nosso Estado, para que juntos possamos construir um novo tempo".
Erick é o principal articulador do ex-prefeito de Vitória, que precisa de parcerias para enfrentar a ampla aliança já desenhada por seu principal oponente, o governador Ricardo Ferraço (MDB).
Até agora, apenas o PSD do ex-governador Paulo Hartung declarou apoio a Pazolini.
O PL poderia contribuir com tempo de exibição no horário eleitoral, verba para fazer campanha e potenciais cabos eleitorais, ou seja, candidatos a deputado estadual e federal que pediriam votos aos eleitores em prol do republicano.
O ESTOPIM
O colunista cravou que o apoio do Republicanos a Flávio Bolsonaro já estaria selado, por meio de uma negociação, no mínimo, controversa.
Flávio teria se comprometido a indicar o próprio Marcos Pereira para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima vaga a ser aberta, em 2028.
Marcos Pereira negou a história: "O Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Nega também que tenha negociado a indicação do presidente Marcos Pereira ao STF como condição para o apoio".
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), também negou, em nota à imprensa, que tenha havido qualquer negociação nesse sentido.
Marinho, porém, adotou um tom mais conciliador:
"Em diversos estados, PL e Republicanos poderão caminhar juntos nos palanques regionais. O Republicanos também será bem-vindo à construção de uma coalizão nacional".