O novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos, de 12,5% em cima de vários produtos exportados do Brasil para lá e que começou a valer nesta sexta-feira (24), trouxe mais notícias ruins para a indústria brasileira de rochas, grande parte dela sediada no Espírito Santo. Além de os materiais anteriormente taxados em 25%, caso de granitos e mármores, terem passado para 37,5%, os quartzitos, que vinham sendo isentados (e segurando os resultados) desde os primeiros anúncios, em meados de 2025, acabaram também entrando no pacote e, a partir de agora, pagarão taxa extra de 12,5% para chegarem nos EUA, que é o maior mercado consumidor do planeta.
Ao contrário de outros segmentos relevantes da economia capixaba, que foram isentados na tarifa de 25% e na de 12,5% - café verde, café solúvel, celulose, petróleo e minério -, a indústria de rochas não foi vitoriosa em seus pleitos e, o que até a semana passada pagava as tarifas básicas de importação nos EUA, passará a pagara entre 12,5% e 37,5% de imposto. Um baita golpe na competitividade do produto brasileiro dentro de seu maior mercado consumidor.
Por meio de nota, o Centrorochas, entidade que representa os exportadores, declarou: "a decisão representa um novo desafio para a competitividade do setor brasileiro de rochas naturais, sobretudo para granitos, mármores e ardósias, segmentos que historicamente lideraram as exportações brasileiras em volume e concentram o maior potencial de recuperação e expansão no mercado norte-americano. Entre agosto e dezembro de 2025, período posterior à entrada em vigor da primeira tarifa adicional de 25%, as exportações brasileiras de granitos e mármores para os Estados Unidos registraram queda de aproximadamente 55%. A nova elevação da carga tarifária tende a ampliar as dificuldades para a retomada da competitividade desses materiais frente aos principais concorrentes internacionais. O novo cenário exige a continuidade do trabalho institucional e de ações voltadas à recuperação da competitividade dos segmentos que historicamente impulsionaram as exportações brasileiras".
A entidade ainda vai analisar em profundidade como ficou o cenário para os principais concorrentes. Mas já é possível apontar algumas coisas: a Índia e a União Europeia, que brigam por mercado conosco, foram tarifadas em 10%, portanto, abaixo do Brasil.
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