Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil
Após um forte enxugamento entre os anos de 2017 e 2021, a quantidade de pessoas trabalhando dentro do serviço público municipal do Espírito Santo voltou a crescer forte em 2023 e 2024 (último dado disponibilizado pelo IBGE). No ano passado, eram 157.610, quase 25 mil a mais que os identificados em 2020, quando a quantidade de servidores das 78 prefeituras capixabas chegou a 132.757. Os números foram compilados pela Aequus Consultoria Econômica e estão no anuário Finanças dos Municípios Capixabas 2026.
Segue em curso uma profunda mudança no modelo de contratação. Os servidores estatutários, os famosos concursados, atingiram o menor patamar em mais de uma década: 70.467. Em 2014, eram 78,9 mil e, em 2011, 71,3 mil. Em contrapartida, os CLT (12.436), comissionados (15.019), estagiários (9,3 mil) e sem vínculo permanente (50.388) só fazem crescer. No geral, a quantidade de servidores municipais avançou 0,9%, em 2024. O que puxou foram as contratações de estagiários - foram adicionados mais de 1,2 mil aos quadros, expansão de 15,3%.
O modelo adotado dá maior flexibilidade ao gestor público. Em momentos de restrição fiscal, ele consegue reduzir o quadro e, consequentemente, dar respostas mais rápidas para o cenário de queda da arrecadação. Este, aliás, é um dos principais argumentos dos defensores do modelo, afinal, melhora bem o típico engessamento do serviço público. Por outro lado, e aqui reside o maior contra-argumento, é um formato mais propenso às pressões típicas da política, ainda mais quando estamos tratando dos arranjos municipais.
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