Diante de impasses internos causados pela discordância acerca da candidatura de Carlos Fabian (Psol) ao Senado pelo Espírito Santo, presidentes e dirigentes do Psol e da Rede, partidos que estão federados desde as eleições de 2022, devem se reunir nesta quarta-feira (15) para discutir como se posicionarão no pleito deste ano.
A poucos dias do início das convenções partidárias, as legendas ainda não chegaram a um consenso sobre o lançamento de um nome próprio a uma das duas vagas no Senado a que o Estado tem direito, nem sobre qual candidato ao governo do Estado endossar.
De um lado, o Psol está decidido a manter o nome do professor na disputa por uma das cadeiras na Casa Alta. Além disso, o partido quer indicar, como segundo nome, Fabiano Contarato (PT), e ainda fortalecer a candidatura de Helder Salomão (PT) ao comando do Executivo estadual.
Já de outro lado, a Rede se posiciona contra a candidatura do psolista e deseja se aliar ao grupo do ex-governador Renato Casagrande (PSB), que pretende conquistar uma das vagas disponíveis no Senado e também eleger Ricardo Ferraço (MDB) como seu sucessor ao governo do Estado.
Segundo o presidente do Psol capixaba, Wellington Barros, o encontro, que deve acontecer no final da tarde, servirá para discutir tanto a candidatura majoritária quanto as proporcionais (cargos de deputado federal e estadual) da federação.
Já a porta-voz da Rede no Estado, Laís Garcia, disse que a legenda está “dialogando sobre todo o processo eleitoral”. Ela também afirmou que o partido quer construir o que chamam de "consenso progressivo”.
“Isso não significa, necessariamente, que chegaremos a um consenso, mas sim que estamos comprometidos com um método de construção coletiva de decisões, cujo objetivo não é alcançar unanimidade imediata nem impor a vontade da maioria a qualquer custo”, afirmou.
Para o próprio pré-candidato Carlos Fabian, que não estará na reunião, a expectativa é de resolução e manutenção de seu nome na disputa.
"A expectativa é que isso se resolva nessa reunião. A gente continua com todo o esforço. Para o Psol, esse debate (sobre manter ou não a candidatura) não está colocado, e a gente está fazendo de tudo para ajustar isso na federação”, disse o pré-candidato.
A deputada estadual Camila Valadão, nome que representa o Psol na Assembleia Legislativa do Estado (Ales), disse que apoiar Ferraço para o governo é "incoerente", visto que ele é um "candidato de direita". Segundo a parlamentar, se o impasse não for resolvido localmente, as instâncias nacionais serão acionadas.
"Se não for possível (chegar a um consenso), a gente vai recorrer para as instâncias nacionais. Se houver uma tentativa de nos impor este palanque (de Casagrande e Ferraço), nós vamos fazer o constrangimento público, porque é incompatível isso com o que hoje se estabelece a nossa federação em âmbito nacional".
Reafirmando o apoio aos candidatos do PT para as demais vagas em disputa nas Eleições 2026, tanto a deputada quanto Fabian reiteram que a candidatura é legítima e deve seguir como opção disponível aos eleitores capixabas.
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