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Vereador de Vitória

Condenado por estupro de criança, vereador de Vitória alega 'perseguição política'

Parlamentar foi condenação a mais de 30 anos de prisão

Publicado em 17 de Julho de 2026 às 17:17

Tiago Alencar

Publicado em 

17 jul 2026 às 17:17
Vereador de Vitória Baiano do Salão
Vereador de Vitória Baiano do Salão Instagram/@baianodosalao.vereador

Dois dias após ser condenado por estuprar uma criança de cinco anos, o vereador Orlandino Rodrigues de Souza (Podemos), conhecido como Baiano do Salão, manifestou-se pela primeira vez sobre o caso. Em carta pública divulgada na tarde desta sexta-feira (17), o parlamentar afirma ser inocente e diz que a condenação é resultado de perseguição política.


"Estou sendo vítima de uma grande injustiça, marcada por elementos que evidenciam uma perseguição pessoal e política, cujo objetivo é atingir minha honra, minha imagem e a trajetória que construí ao longo dos anos de vida pública", afirma o comunicado.


Conforme revelou a colunista Vilmara Fernandes, de A Gazeta, os abusos e as agressões ocorreram ao longo de quatro meses, em 2020. O vereador foi procurado por A Gazeta na quarta-feira (15) e novamente na quinta-feira (16) para comentar a sentença, mas não respondeu.


Em trecho da carta, Baiano do Salão sustenta que as provas produzidas durante a investigação comprovam que ele não cometeu o crime pelo qual foi condenado a mais de 30 anos de prisão. Apesar da sentença, o vereador poderá recorrer em liberdade, desde que use tornozeleira eletrônica.


"As provas técnicas produzidas à época dos fatos, especialmente o laudo pericial, o relatório psicossocial realizado com a criança e o inquérito policial corroboram com as afirmações que sempre apresentei e demonstram a inconsistência das acusações que me foram atribuídas. Confio na Justiça e acredito que o reexame desses elementos será determinante para o pleno esclarecimento da verdade", afirma o vereador.


O parlamentar encerra a carta afirmando que continuará colaborando com as autoridades competentes, "mantendo a confiança na imparcialidade dos julgadores, com a tranquilidade de quem sabe da própria inocência e com a certeza de que a Justiça será feita". A íntegra do documento está disponível ao final desta reportagem.

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Na quinta-feira (16), a Presidência da Câmara de Vitória protocolou e encaminhou à Corregedoria-Geral um pedido para apurar a conduta do parlamentar, após requerimento assinado por 17 dos 21 vereadores.


Agora, a Corregedoria da Câmara analisará o pedido com base no Código de Ética e Decoro Parlamentar, no Regimento Interno e na legislação vigente. Durante o processo, Baiano do Salão terá direito à ampla defesa.

Carta sobre condenação

"Perseguição política", diz vereador

"Venho a público, com serenidade e profundo respeito à população, afirmar de maneira clara e categórica a minha inocência em relação às acusações que têm sido divulgadas. Estou sendo vítima de uma grande injustiça, marcada por elementos que evidenciam uma perseguição pessoal e política, cujo objetivo é atingir minha honra, minha imagem e a trajetória que construí ao longo dos anos de vida pública. As provas técnicas produzidas à época dos fatos, especialmente o laudo pericial, o relatório psicossocial realizado com a criança e o inquérito policial corroboram as afirmações que sempre apresentei e demonstram a inconsistência das acusações que me foram atribuídas. Confio na justiça, confio que o reexame desses elementos será determinante para o pleno esclarecimento da verdade. Minha história sempre foi pautada pelo trabalho em favor da comunidade, pela defesa das pessoas mais simples e pela busca constante de melhorias para a população. Ao longo da minha vida pública, dediquei meus esforços à ajuda ao próximo, a defesa dos mais vulneráveis, ao desenvolvimento social e ao fortalecimento das ações comunitárias em benefício daqueles que mais precisam. Reafirmo minha confiança na Justiça e no Estado Democrático de Direito. Tenho convicção de que, ao final do devido processo legal, a verdade prevalecerá e minha inocência será plenamente reconhecida. Agradeço o apoio, as orações e as manifestações de confiança recebidas de familiares, amigos e cidadãos que conhecem minha conduta e minha dedicação ao serviço público. Seguirei colaborando com as autoridades competentes, mantendo a confiança na imparcialidade dos julgadores, com a tranquilidade de quem sabe da própria inocência e com a certeza de que a justiça será feita."

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