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Colosso de Areia

PF realiza operação contra suspeita de lavagem de dinheiro no ES

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, documentos e cerca de R$ 270 mil em espécie

Publicado em 08 de Julho de 2026 às 12:52

Por Redação

Publicado em 

08 jul 2026 às 12:52

A Polícia Federal desencadeou, nesta quarta-feira (8), a Operação Colosso de Areia para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a contratos públicos celebrados por municípios do Espírito Santo. Ao longo da manhã, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça em Vila Velha, Guarapari, Serra, Conceição do Castelo e Cachoeiro de Itapemirim.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos cerca de R$ 270 mil em espécie, além de veículos e documentos
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos cerca de R$ 270 mil em espécie, além de veículos e documentos Divulgação/PF

A apuração realizada até o momento aponta que os grupos investigados mantiveram contratos públicos que somam, aproximadamente, R$ 908,8 milhões entre 2017 e 2025. Mas a Polícia Federal não revelou os alvos da investigação. 


Conforme informações da PF, os levantamentos indicam que empresas de fachada seriam utilizadas para ocultar e dissimular o dinheiro proveniente desses contratos, mediante movimentações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas, transferências entre pessoas jurídicas e saques em espécie.


Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos cerca de R$ 270 mil em espécie, além de veículos e documentos que serão analisados no decorrer da investigação. A ação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).


"Os fatos apurados podem caracterizar, entre outros delitos, o crime de lavagem de dinheiro, sem prejuízo da apuração de eventuais crimes correlatos contra a administração pública e o sistema licitatório. Os investigados poderão responder pelos crimes apurados, conforme o avanço das investigações e a eventual responsabilização individual", frisa a Polícia Federal. 


O nome da operação, ainda segundo a PF, faz referência à aparente solidez do patrimônio e da estrutura financeira investigados, que, segundo as apurações, estariam sustentados por mecanismos fraudulentos de ocultação e dissimulação de recursos, revelando uma base frágil diante da investigação. 

"Ou seja, uma estrutura aparentemente grande e poderosa — 'Colosso' — , mas construída sobre bases frágeis ou artificiais — 'de areia'", conclui.

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