Imagine estar dirigindo e, ao parar no semáforo, um homem pular no capô do seu carro? A empresária Andreza Pessini passou por essa situação em Vila Velha, na Grande Vitória, na última terça-feira (9), e filmou a cena. Ela percorreu de Itapuã até a Praia da Sereia, na Praia da Costa — mais de três quilômetros —, até achar uma viatura da Polícia Militar.
Andreza contou que havia saído do trabalho, por volta das 18h30, quando tudo aconteceu. “Ele estava andando na rua. Quando eu parei no sinal, ele subiu no carro e falou: ‘Me tira daqui, só quero minha vida de volta’. Na hora fiquei com medo, fechei os vidros e travei as portas. Meu medo era ele quebrar o vidro e fazer algo comigo, me assaltar”, disse.
A empresária, então, pensou em seguir com o homem no capô, em velocidade baixa, até achar alguma equipe da Polícia Militar. “Tentei ligar para a polícia, mas fiquei com medo de parar para esperar e acontecer algo comigo. Como na orla costuma ter policiamento, eu fui indo”, comentou.
Eu só reagi de uma forma que eu pudesse ter o mínimo de segurança. Em momento algum quis fazer maldade com ele, como acelerar ou frear.
Andreza Pessini Empresária
Ela gravou parte do trajeto com o homem no capô. No vídeo, a empresária destaca que já havia trafegado cerca de três quilômetros e ainda não tinha achado nenhuma viatura. Quando eles chegam na Praia da Sereia e avistam a equipe da PM, o próprio rapaz pede para Andreza parar, desce e vai na direção dos militares.
“Comecei a buzinar, mas ele mesmo desceu já se ajoelhando e colocando a mão na cabeça. Eu não ouvi ele falar nada, mas as pessoas que estavam ao redor disseram que ele falou: ‘Me prende’. Os policiais conversaram comigo e agora vou registrar um boletim de ocorrência, até mesmo por questão de segurança no trânsito, porque posso ter sido multada”, destacou a empresária.
Questionada sobre o caso, a Polícia Militar informou que o homem disse ser usuário de drogas e estava com falas desconexas, alegando estar sendo perseguido. "Após consulta aos sistemas policiais, verificou-se que não havia mandado de prisão ou qualquer restrição judicial em desfavor do abordado. Não sendo constatada a prática de crime no momento da intervenção policial e diante da ausência de vítima interessada em formalizar denúncia ou representação, o indivíduo foi orientado e liberado", detalhou a corporação.