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Reajuste

Pedágio da BR 101 no ES fica mais caro a partir de sexta (27); veja valores

O aumento médio é de 15,06% nas sete praças instaladas no Espírito Santo, mas há tarifa com valorização superior a 50%

Publicado em 24 de Fevereiro de 2026 às 19:50

Aline Nunes

Publicado em 

24 fev 2026 às 19:50
BR 101 no Sul do Espírito Santo; praça de pedágio da Eco101
Praça do pedágio da BR 101 no Sul do Espírito Santo Crédito: Wilson Rodrigues
Motoristas que trafegam pela BR 101 vão ter um custo maior para percorrer os 475 quilômetros da rodovia no Espírito Santo: a partir da próxima sexta-feira (27), o preço do pedágio vai aumentar. O reajuste médio nas sete praças será de  15,06%, porém há tarifa com valorização superior a 50%. O desembolso pode variar de R$ 3 a R$ 54,40, dependendo do município e da categoria do veículo. Concessionária da rodovia, a Ecovias Capixaba diz que o aumento recompõe perdas sofridas com a inflação dos últimos anos e garante o avanço das obras de duplicação.
A correção nos valores foi aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (23). A aplicação do Índice de Reajustamento Tarifário (IRT), de 15,06%, corresponde à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), observada entre os meses de novembro de 2022 e dezembro de 2025. Mas motoristas de automóveis que passam pela praça de Pedro Canário, por exemplo, vão ter um aumento na tarifa, que passará de R$ 3,40 para R$ 5,20, o equivalente a 52,9%. 
A última mudança nas tarifas ocorreu em agosto de 2023, quando os valores foram reduzidos para reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, na época em que a concessionária ainda era a Eco101. A empresa, agora, é denominada Ecovias Capixaba. 
Pedágio da BR 101 no ES fica mais caro a partir de sexta (27); veja valores
  • As praças de pedágio no Espírito Santo são assim divididas:
  • P1 - Pedro Canário
  • P2 - São Mateus
  • P3 - Aracruz
  • P4 - Serra
  • P5 - Guarapari
  • P6 - Itapemirim
  • P7 - Mimoso do Sul.
A Ecovias foi procurada pela reportagem de A Gazeta e, em nota, diz que a recomposição tarifária assegura a continuidade do conjunto de obras previstas no contrato modernizado, incluindo duplicações, faixas adicionais, vias marginais, passarelas, contornos de Ibiraçu e Fundão, e dois pontos de parada e descanso.
O diretor‑superintendente da Ecovias Capixaba, Roberto Amorim, reforça que o reajuste recompõe perdas acumuladas e assegura o avanço do cronograma de obras: “A recomposição tarifária é um instrumento previsto em contrato e essencial para garantir que a BR 101 continue recebendo investimentos, serviços 24 horas e obras estruturantes. Mesmo após o reajuste, mantemos uma das menores tarifas do Brasil, reafirmando nosso compromisso com a modicidade e a segurança viária.”
Na nota, a concessionária destaca, ainda, que o percentual autorizado corresponde à parte da recomposição inflacionária acumulada, que não vinha sendo corrigida nos últimos ciclos. Desde 2014, segundo a Ecovias Capixaba, a tarifa da BR‑101/ES‑BA acumulou aproximadamente 22,5% de reajuste, enquanto o IPCA avançou mais de 85% no mesmo período, representando uma evolução na tarifa de menos de um terço da inflação oficial. 
"Este mecanismo possibilitará corrigir atrasos inflacionários acumulados, preservando o equilíbrio econômico‑financeiro da concessão e garantindo a viabilidade para que os serviços operacionais e os investimentos sigam sendo realizados", pontua a empresa. 

Atualização

25/02/2026 - 3:29
Após a publicação da reportagem, a Ecovias Capixaba se manifestou sobre o reajuste. O texto foi atualizado. 

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