A vacina contra poliomielite passa a incluir uma segunda dose de reforço no Calendário Nacional de Vacinação. A mudança entra em vigor em todo o país a partir do dia 3 de agosto.
Com a mudança, o esquema vacinal contra a pólio passa a contar com cinco doses, todas realizadas com a vacina inativada poliomielite (VIP), disponível gratuitamente na rede pública de saúde.
As doses de reforço são administradas após o esquema primário de vacinação para induzir e manter a imunidade. No caso da pólio, o novo reforço será aplicado depois das doses administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida e do primeiro reforço, aos 15 meses. A segunda dose de reforço é recomendada para aquelas que já completaram o esquema primário e receberam o primeiro reforço, com aplicação aos 4 anos de idade
A inclusão se deu após conversa com a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), com participação de sociedades científicas, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
DADOS
O impacto da vacinação
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), há 39 anos não há registros de capixabas com poliomielite. A vacina está disponível em cerca de 700 salas de vacinação do Estado.
No Brasil, o último caso ocorreu em 1989 e possui a certificação de área livre da circulação do poliovírus.
- Público-alvo: crianças menores de 5 anos.
- A segunda dose de reforço é recomendada para aquelas que já completaram o esquema primário e receberam o primeiro reforço.
- Crianças com esquema incompleto também devem ser vacinadas. Os serviços de saúde avaliarão a situação de cada uma e orientarão sobre as doses pendentes. A vacinação pode ser realizada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.
- Para crianças imunocomprometidas, não houve alteração. O segundo reforço com VIP já estava indicado para esse público nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais e na Rede de Imunobiológicos Especiais.