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Líder nacional

ES concentra 69% da área cultivada de café conilon do Brasil

Estado reúne 286,7 mil hectares cultivados da variedade, responde por 65,4% da produção brasileira e tem a cafeicultura como motor de empregos e exportações

Publicado em 20 de Julho de 2026 às 16:20

André Cypreste

Publicado em 

20 jul 2026 às 16:20
Produção de café conilon
Produção de café conilon Cooabriel

O Espírito Santo concentra 69,1% de toda a área cultivada de café conilon do Brasil, consolidando sua posição como principal produtor da variedade no país. São 286,7 mil hectares destinados ao cultivo, que garantem ao Estado 65,4% da produção nacional.


Além da liderança nessa cultura, o Estado ocupa a terceira posição nacional na cultura do arábica, com lavouras principalmente nas regiões de montanha. As duas atividades juntas colocam o território capixaba como o segundo maior produtor cafeeiro do país.


O levantamento, elaborado pela Connect Fecomércio-ES, aponta ainda que o Estado tem a segunda maior área cultivada de café do país, com 424,8 mil hectares. Desse total, 286,7 mil hectares são destinados ao conilon e 138,1 mil ao café arábica.


Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o impacto econômico da cafeicultura vai muito além do plantio.

O café ultrapassa a produção agrícola e movimenta uma cadeia econômica ampla. Compreender essa dimensão é fundamental para identificar caminhos que ampliem a agregação de valor e potencializem ainda mais a economia do Estado

André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES

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Agricultura familiar predomina

A cadeia produtiva do café está presente em praticamente todo o território capixaba. Segundo o estudo, 131 mil famílias participam da atividade, distribuídas por todos os municípios do Estado, com exceção de Vitória. São aproximadamente 60 mil propriedades produtoras, o equivalente a dois terços das propriedades agrícolas capixabas.


A agricultura familiar representa a maior parte desse universo: 73% dos produtores pertencem a esse segmento, ampliando o impacto da atividade sobre a geração de renda e a permanência das famílias no campo.

Colheita impulsionou empregos

O relatório também aponta reflexos da cafeicultura no mercado de trabalho. Apenas entre abril e maio de 2025, período de maior intensidade da colheita, o cultivo de café gerou 8.065 empregos formais no Espírito Santo.


O resultado representa crescimento de 29,4% em relação ao mesmo período de 2024 e é o maior da série histórica iniciada em 2020.


Além da produção rural, a atividade movimenta uma extensa cadeia econômica que envolve beneficiamento, armazenagem, transporte, industrialização, exportação, cafeterias e o turismo rural voltado para experiências ligadas ao café.


Para o presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo e diretor de Relações Institucionais da Fecomércio-ES, Marcus Magalhães, essa integração explica a relevância econômica do setor.

A cada etapa, o produto recebe novos processos e agrega valor. Essa dinâmica faz do café um verdadeiro multiplicador econômico, capaz de gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento em diferentes setores

Marcus Magalhães, presidente do Sindicato dos Corretores de Café do ES

Galpão de café conilon, em Linhares
Galpão de café conilon, em Linhares, Norte do Espírito Santo Abdo Filho

No cenário internacional, o café também mantém protagonismo. Em 2025, o produto movimentou US$ 15,6 bilhões em exportações brasileiras, ocupando a quinta posição entre os principais itens da pauta exportadora do país e representando 4,5% das vendas externas nacionais.


De acordo com Spalenza, ainda há espaço para ampliar a competitividade da cafeicultura capixaba, com foco na industrialização e na abertura de novos mercado por meio do café, como produção de cafés especiais, expansão do turismo em plantações, fortalecimento das exportações de produtos com maior valor agregado e da ampliação de certificações e práticas de rastreabilidade.

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