As negociações para a venda da Universidade Vila Velha (UVV) para a Clariens Educação, empresa do grupo Mubadala Capital, seguem em andamento, à espera da análise das vias legais e regulatórias. Porém, durante as convesas, foi descartada a possibilidade de incluir a Faculdade UCL, da Serra, na transação.
A informação foi confirmada por José Luiz Dantas, presidente da Sociedade Educação e Gestão de Excelência S.A. (Segex UVV ON), mantenedora da universidade, em contato com o colunista de A Gazeta Abdo Filho. José Luiz ressaltou que, mesmo com a venda do campus central, a UCL não faz parte do acordo com o grupo árabe.
Segundo o presidente, ele e Adriana Dantas, vice-presidente da mantenedora, seguem na administração da UCL, sem a participação das irmãs mais velhas da família.
A UCL, localizada em Manguinhos, na Serra, foi adquirida pela UVV em abril de 2024, com garantia de um investimento de R$ 25 milhões na época. A unidade era voltada para o setor tecnológico, com inspiração no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston, nos Estados Unidos.
Fundada em 2000 por professores egressos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a unidade da UCL tem mais de mil alunos e 13 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de 43 mil metros quadrados.
Negócio avançado
As conversas com os mantenedores da UVV estão adiantadas com a Clariens. Na última terça-feira (21), UVV e Clariens protocolaram um pedido de consulta ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), caso o retorno do órgão regulador seja positivo, é bem provável que o acordo seja fechado e o Mubadala passe a ser o dono da UVV. A resposta do Cade deve sair em até 60 dias.
Segundo a coluna Capital, de O Globo, o negócio já está fechado e prevê a compra de 100% da instituição. A aquisição é para controle total da Segex.