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Opinião da Gazeta

Morte na tirolesa do Morro do Moreno: caso não pode se perder no tempo

A sociedade quer respostas, e o que se espera é que elas cheguem com mais celeridade

Publicado em 25 de Junho de 2026 às 05:00

Públicado em 

25 jun 2026 às 05:00
Redação de A Gazeta

Colunista

Redação de A Gazeta

Crea - ES realiza vistoria nas bases da tirolesa do Morro do Moreno, em Vila Velha, para apurar acidente que causou a morte do engenheiro João Paulo Sampaio dos Reis
Tirolesa do Morro do Moreno, em Vila Velha, em 2021 Fernando Madeira

A comoção local causada pela morte, em 2021, do engenheiro João Paulo Sampaio dos Reis na tirolesa do Morro do Moreno, em Vila Velha, lembra, dada as devidas proporções, à da jovem morta após ser lançada sem cordas em salto de "rope jump" no interior de São Paulo no último dia 13.


Isso porque havia o registro, em vídeo, dos momentos que antecederam o salto da plataforma no Morro do Moreno, no qual é possível ver a preocupação do engenheiro com a estrutura. Uma cena que inevitavelmente emociona quem assiste.

Muito tempo se passou até que o inquérito da Polícia Civil fosse concluído, em janeiro deste ano. Não houve até o momento nenhuma manifestação das autoridades policiais sobre as razões dessa demora. Já no dia 1º de junho, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) apresentou a denúncia de quatro pessoas envolvidas na operação do equipamento.


E nesta terça-feira (23), como mostrado por Vilmara Fernandes em sua coluna, o juiz de garantias determinou o encaminhamento do material para o magistrado que vai presidir a ação penal. É só a partir de agora que a justiça poderá ser feita sobre o caso, mas o ritmo desse processo é sempre imprevisível.


Enquanto o tempo se arrasta, o que se consolida é a dúvida sobre as responsabilidades. A única certeza é a de que um pai perdeu a vida de forma tão inesperada. A família do engenheiro luta há pelo menos três anos por indenização. Ele era o provedor e deixou esposa e dois filhos menores de idade. Já houve decisão favorável, mas não cumprida.


Já são mais de cinco anos desde aquela trágica tarde de sábado. O tempo deve ser sempre o senhor da Justiça, buscando o equilíbrio entre o que é processualmente necessário para garantir a ampla defesa sem se deixar resvalar para a mera leniência. A sociedade quer respostas, e o que se espera é que elas cheguem com mais celeridade.


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