Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Vilmara Fernandes

A cada 16 minutos, uma mulher pede medida protetiva no ES

O Estado registrou crescimento nos pedidos de proteção judicial; entre 2020 e 2025, o volume anual de solicitações deu um salto de 218%

Publicado em 25 de Junho de 2026 às 03:30

Públicado em 

25 jun 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Violência contra mulher
Sabrina Cardoso com Microsoft Designer

Nos primeiros cinco meses deste ano, 13.174 mulheres solicitaram medidas protetivas de urgência (MPUs) no Espírito Santo para frear agressores. O volume representa uma média de um novo pedido a cada 16 minutos.


Os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmam no Estado o crescimento desta busca por ajuda, tendência também verificada no restante do Brasil. Entre 2020 e 2025, o volume anual de pedidos disparou de 9.081 para 28.937, um salto de 218%. Até maio já tinham sido solicitados 45,5% dos pedidos registrados no ano passado.


Confira os dados por ano:

  • 2020: 9.081 pedidos 

  • 2021: 11.667 pedidos

  • 2022: 14.278 pedidos

  • 2023: 16.505 pedidos

  • 2024: 20.564 pedidos

  • 2025: 28.937 pedidos

  • 2026 (Até maio): 13.174 pedidos


De acordo com a juíza de Direito Thaíta Campos Trevizan, da coordenadoria das Varas de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), alguns fatores podem ser responsáveis por esse ritmo de crescimento. Um deles é a ampliação dos espaços para que as mulheres possam denunciar e buscar ajuda.


“A violência também aumentou, trazendo novas preocupações e cenários, como os casos de misoginia digital e a violência vicária, em que a mulher permanece como alvo, mas o ataque é destinado ao que é afetivamente importante para ela”, destaca a magistrada. Ela aponta ainda o peso dos casos de feminicídio que, até a manhã desta quarta-feira (24), totalizaram 17 vítimas em terras capixabas, quase metade das 35 registradas no ano passado.


Um dado importante, segundo a juíza, é que as mulheres tinham medidas protetivas de urgência (MPUs) em somente 13% dos casos de feminicídio no país. Esse índice reforça a importância das denúncias e da busca por proteção. “A medida protetiva ajuda a romper a escalada da violência que pode levar ao momento fatal. O agressor é intimado, investigado, passa por audiência”, pontua.


MPU em até 2 dias


De acordo com dados do CNJ, os magistrados da Corte capixaba têm levado um tempo médio de até dois dias entre o início do processo e a primeira decisão relacionada à medida protetiva. Os números apontam ainda que 81% das decisões são proferidas em até 24 horas.


“Em geral, com base nos elementos indicativos e por segurança, a melhor opção é deferir a medida. Posteriormente, se o juiz verificar inconsistências ou uso abusivo da lei, pode revogá-la”, explica Thaíta Campos Trevizan.


Nos primeiros cinco meses do ano, 1.100 pedidos de MPU foram negados e 2.993 revogados, segundo informações do Conselho.


De acordo com o TJ, medidas recentes foram adotadas para garantir clareza e transparência aos dados que envolvem as protetivas. Uma força-tarefa chegou a fazer uma espécie de higienização nas informações e a correção de movimentos processuais. 


O objetivo da ação é aperfeiçoar o fluxo de tramitação desses procedimentos, garantindo maior precisão na identificação e no acompanhamento das decisões relacionadas à proteção de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. 


“Somada à apreciação célere dessas urgências dentro do prazo legal de até 48 horas, essa inovação sistêmica garante que os dados futuros reflitam, com absoluta fidelidade, a realidade de proteção e a excelência que o Judiciário capixaba entrega às mulheres vítimas de violência doméstica”, explicou a juíza, que coordenou os trabalhos sob a supervisão da desembargadora Rachel Durão Correia Lima. 


MAIS COLUNAS DE VILMARA FERNANDES

A cada 16 minutos, uma mulher pede medida protetiva no ES

Família de engenheiro morto em tirolesa no ES luta por indenização

Grupo é denunciado por morte de engenheiro em tirolesa no Morro do Moreno

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Renato de Jesus, uma homenagem ao guardião das florestas
Arraiá, festa junina, São João, quadrilha
A mais simpática festa do nosso calendário
Elda, Marcela e Celestino Bussinger
Professora do ES lança documentário e exposição sobre o Adauto Botelho; veja fotos

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados