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Letícia Gonçalves

Bolsonarista foragido quer Magno vice de Flávio. Senador do ES nem cogita a ideia

Oswaldo Eustáquio defende o nome de Magno caso o PL tenha que se lançar na corrida com chapa puro-sangue

Publicado em 28 de Julho de 2026 às 07:37

Públicado em 

28 jul 2026 às 07:37
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Evento do PL em Vitória com Flávio Bolsonaro
Magno Malta, Flávio Bolsonaro e Maguinha Malta durante encontro estadual do PL, em Vitória Foto: Fernando Madeira
O blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, foragido da Justiça, está na Espanha desde 2023. Ele tem mandados de prisão em aberto por incentivo a atos golpistas, ameaça e corrupção de menores.

Ainda assim, tenta influenciar a política brasileira e, não raro, participa de movimentos coordenados nas redes sociais para tal. 

A nova investida de Eustáquio é sugerir o senador Magno Malta (PL) como vice de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República. Na hipótese de o Partido Liberal não conseguir atrair nenhuma sigla para a aliança.

"Homem íntegro, corajoso e com legado", defendeu o blogueiro, em vídeo publicado nas redes sociais. 

A coluna procurou a assessoria de imprensa do senador do Espírito Santo, que negou de pronto a ideia: 

Não há qualquer discussão ou cogitação nesse sentido por parte de ninguém no partido

Resposta do PL-ES


Magno é o presidente estadual do PL e quem dá a primeira e a última palavra na sigla. Alguns integrantes da legenda, entretanto, se animaram. 

"Tem nosso apoio. E Pedro Canário ainda vai ganhar uma senadora de direita", comentou o ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga.

A primeira suplente de Magno é a professora e missionária Márcia Cristina Macedo Silva (PL), ex-vereadora de Pedro Canário.

Ela só assumiria o mandato, entretanto, se a eventual chapa Flávio-Magno fosse eleita.

Outros bolsonaristas avaliaram à coluna que, sem o apoio de Republicanos, PP e União Brasil que, até agora, indicam neutralidade no pleito presidencial, o PL não teria outra opção a não ser lançar uma chapa puro-sangue.

Nesse caso, Magno seria uma boa saída pois está no meio do mandato no Senado. Não teria que renunciar à cadeira e, logo, poderia "ir para o sacrifício" sem, realmente, se sacrificar.

Mas a resposta imediata do senador do Espírito Santo negando a sugestão de Oswaldo Eustáquio mostra que ele não pensa assim.

O principal objetivo de Magno Malta é eleger a própria filha, Maguinha Malta, senadora.

A pré-candidata do PL nunca disputou uma eleição, não tem trajetória política alguma e enfrenta ceticismo até dentro do próprio PL.

A campanha de Maguinha, certamente, vai ser baseada no recall do pai. E, para isso, ele precisa estar presente no Espírito Santo, não percorrendo o país com Flávio Bolsonaro.

Magno tem alta rejeição, mas também um nicho eleitoral relevante. Do contrário, não teria sido eleito em 2022.

Maguinha, de acordo com pesquisa Quaest divulgada em julho por A Gazeta, tem entre 4% e 6% das intenções de voto em cenários estimulados.

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Evento do PL em Vitória com Flávio Bolsonaro

A corrida de Flávio Bolsonaro pelo voto feminino e os tropeços no ES

Outra questão é a necessidade do próprio Flávio. Hoje, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta uma dificuldade persistente no eleitorado feminino.

Não seria de se estranhar se ele priorizasse uma vice mulher, seja de outro partido ou, se não tiver jeito, do próprio PL.

O RECUO EM 2018

Em 2018, Magno Malta quase foi vice na chapa de Jair Bolsonaro. Mas optou por disputar a reeleição para o Senado.

Foi derrotado.

Voltou a ocupar uma cadeira em Brasília após o pleito de 2022.

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Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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