Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Sublinhagens da Ômicron estão por trás da alta de casos de Covid-19
Coronavírus

Sublinhagens da Ômicron estão por trás da alta de casos de Covid-19

Segundo a OMS, a BA.4 e a BA.5 carregam mutação que parece estar relacionada à maior transmissibilidade e escape imune — seja de infecções anteriores ou da vacina

Publicado em 11 de Junho de 2022 às 11:48

Agência Estado

Publicado em 

11 jun 2022 às 11:48
Em um mês, as sublinhagens BA.4 e BA.5 da Ômicron passaram a representar 44% das amostras positivas de Covid-19 no Brasil, de acordo com relatório do Instituto Todos pela Saúde (ITpS). A taxa antes era de apenas 10,4%. Por isso, aponta o documento, houve avanço de casos e internações.
O instituto estima que haja pico de transmissão de BA.4 e BA.5 nesta semana e, ao longo de junho e julho, queda de positividade dos testes e, consequentemente, de casos. Após chegarem em maio no país, as duas cepas já foram identificadas em 198 municípios de 12 Estados e no Distrito Federal.

MUTAÇÕES

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a BA.4 e a BA.5 carregam mutação que parece estar relacionada à maior transmissibilidade e escape imune —  seja de infecções anteriores ou da vacina. Evidências de vários países, porém, indicam que elas não proporcionaram aumento na gravidade dos casos. 

BA.4 e a BA.5

A maior transmissibilidade é explicada pelo aumento da capacidade de ligação do vírus à célula humana. Isso permite que mesmo uma menor carga viral consiga provocar infecção.

A DOENÇA NO BRASIL

A média móvel de infecções aumentou 114,8% nas últimas duas semanas, conforme mostram dados do consórcio de veículos de imprensa. Na quinta-feira, o número ficou em 37.191, o que mostra o retorno aos níveis vistos no fim de março, porém distante do pico da Ômicron "original", a BA.1. O recrudescimento pode estar subnotificado por causa dos autotestes e de problemas na divulgação pelos Estados.

MAIS CASOS E MENOS VACINAS

O avanço de casos e das sublinhagens ocorre em momento de estagnação das taxas de vacinação e temperaturas frias, quando pessoas tendem a ficar em espaços fechados, mais próximas e com circulação de outros vírus respiratórios preocupantes. Para evitar um possível aumento de hospitalizações e na mortalidade, especialistas indicam a necessidade de:
  1. Estímulo à imunização, principalmente nas doses de reforço e pediátricas
  2. Retorno da obrigatoriedade de máscaras em locais fechados.

HISTÓRICO

Entre 1º de março e 4 de junho, o ITpS analisou mais de 123,8 mil testes RT PCR, feitos por laboratórios privados. Cerca de 90% das amostras são do Sudeste e Centro-Oeste. A taxa de positividade atual é de 38,9%.
A BA.1 chegou ao país em dezembro. Ela substituiu a variante Delta e foi dominante entre janeiro e fevereiro. A partir de março, a BA.2 ganhou espaço lentamente e atingiu o ápice em meados de maio, quando BA.4 e BA.5 entraram em cena. Segundo o virologista e pesquisador do ITpS, Anderson Brito, a BA.4 e a BA.5 têm uma vantagem evolutiva sobre a BA.2. As duas têm uma maior capacidade de transmissão e também de escape da resposta imune. "Até meados do mês passado (com a BA.2), estávamos basicamente vivendo uma onda de pequenas dimensões, porque o número de casos não subiu tanto", comentou.

ALERTA E VACINAS

A onda de casos puxadas pelas sublinhagens, afirma o virologista, "serve de alerta". No entanto, Brito destaca que há um "ponto positivo". "A África do Sul foi o primeiro país que enfrentou todas essas subvariantes. E a recente onda (puxada pela BA.4 e BA.5), que se finalizou há poucos dias, foi a de menor duração e a que teve o menor impacto em saúde pública", conta, destacando o mérito da vacinação. "Isso nos aponta um cenário menos desfavorável comparado com ondas que a gente já enfrentou."
Mas o risco não é inexistente. "Essas duas variantes predominaram nos últimos dois meses na Europa. E foram responsáveis por um novo aumento de casos e também nas internações por lá", afirma a infectologista Raquel Stucchi, da Sociedade Brasileira de Infectologia. Ela destaca que o escape vacinal das sublinhagens está relacionado à infecção e a casos leves. Os imunizantes continuam a oferecer proteção robusta contra quadros graves.
Mas, para isso, é preciso ter um nível de anticorpos adequados, o que acende o alerta para a necessidade de avançar na aplicação dos reforços. "No intervalo de quatro ou cinco meses, principalmente na população imunodeprimida e na acima de 50 anos, já aconteceu uma queda de anticorpos."
Pessoas ainda não imunizadas ou que não completaram o esquema de doses também estão mais vulneráveis nesta onda das sublinhagens. "A gente sabe que os óbitos e as internações em UTI acontecem 20 vezes mais em indivíduos não vacinados ou com vacinação incompleta", reforça Marcelo Otsuka, vice-presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

A literatura young adult é uma ótima opção para quem busca histórias emocionantes (Imagem: Dean Drobot | Shutterstock)
Literatura, ficção e metáforas em tempos de IA
Bruno Pinho e Talita e os filhos Maya e Luca
Bruno de Pinho celebra aniversário em clima de Copa do Mundo em Vitória
Quartel da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES)
Defesa de única PM presa no ES denuncia presídio militar à ONU

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados