Enquanto o país ainda debate como vencer o "custo Brasil", o nosso Estado parou de debater e começou a resolver. E talvez esse seja o diferencial mais capixaba: aqui, o crescimento não foi sorte. Foi visão, planejamento, coragem e uma rara convergência entre o público e o privado para pensar grande e juntos.
Os investimentos em infraestrutura não são isolados. São capítulos de uma construção de décadas que agora aparece em escala nacional. Só nos próximos cinco anos, a Bússola do Investimento (Observatório Findes) mapeia mais de R$ 100 bilhões em investimentos produtivos até 2030, com quase 93% vindos de capital privado ou misto. E quando o dinheiro privado aposta nesta proporção, não é especulação, e sim convicção de que estamos no caminho certo.
E aqui estamos falamos do Porto Central, em Presidente Kennedy: já saiu do papel — obras desde 2024, mais de R$ 16 bilhões projetados e operações para 2028 (fonte do Ministério de Portos e Aeroportos). Temos a primeira autoridade portuária privada do país e isso também não é coincidência. Da força dos terminais consolidados, como Vila Velha, Vitória, Tubarão e complexo portuário da Barra do Riacho.
E de um salto histórico nos trilhos: a EF-118, o Anel Ferroviário do Sudeste, com R$ 6,6 bilhões e até 575 km ligando o Espírito Santo ao Rio, leilão marcado para 2026, segundo a ANTT. Some tudo isso ao fortalecimento dos aeroportos de Vitória, Linhares e Cachoeiro e com a possibilidade de termos ainda mais um aeroporto em Venda Nova do Imigrante.
Mas o grande diferencial capixaba não é ter porto, ferrovia, rodovia e aeroporto. É fazer os quatro conversarem. Não por acaso, a nova fábrica de automóveis da GWM nasce em Aracruz, a poucos quilômetros do porto: a carga que chega pelo mar encontra o trilho, a estrada e a pista sem perder tempo. Integração é a palavra que o Brasil logístico mais persegue — e a que o Espírito Santo está mais perto de entregar.
Falando ainda da GWM em Aracruz, o complexo fabril estará apto a produzir até 200 mil veículos por ano e potencial de até 10 mil empregos, segundo governo do Estado, diz o que os grandes players já entenderam: o mapa do investimento mudou de endereço. E o comércio exterior confirma: só de janeiro a agosto de 2025, o Estado movimentou US$ 15,6 bilhões em corrente de comércio (Sindiex / Comex Stat).
Há ainda a vantagem que a geografia entregou: daqui, num raio de 1.200 km, alcança-se mais de 60% do PIB nacional. Em logística, isso não é detalhe: é custo menor, mais agilidade e mais competitividade.
Não somos a "bola da vez". Somos o resultado de décadas de construção. E o melhor: isso está só começando.
É exatamente aqui que entra a Modal Expo. Mais do que uma feira, é o ponto de encontro de diálogo do Espírito Santo com o próprio futuro: onde os quatro modais se conectam, o setor produtivo, atacadista e distribuidor se reúne e o Brasil enxerga a potência que o Estado se tornou.
Porque prosperar, hoje, é saber para onde o mundo está se movendo. E o Espírito Santo já se moveu — com destino certo: ser a maior referência logística do Brasil.