Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Todas Elas
  • Conselho de enfermagem vai apurar vazamento de informação sobre Klara Castanho
Vítima de estupro

Conselho de enfermagem vai apurar vazamento de informação sobre Klara Castanho

Em carta aberta, a atriz revelou que, quando teve a criança, teria sido ameaçada por uma enfermeira que quis levar o caso a público por meio da imprensa

Publicado em 26 de Junho de 2022 às 18:00

Agência FolhaPress

Publicado em 

26 jun 2022 às 18:00
A enfermeira que teria ameaçado trazer a público o episódio de violência sofrido por Klara Castanho será investigada pelo Cofen (Conselho Federal de Enfermagem). Em nota, a instituição afirmou que já determinou a apuração dos fatos e prestou solidariedade à atriz de 21 anos.
"O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) manifesta profunda solidariedade à atriz Klara Castanho, que, após ser vítima de violência sexual, teve o seu direito à privacidade violado, durante processo de entrega voluntária para adoção, conforme assegura o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)", diz nota.
O Cofen afirma que "tomará todas as providências que lhe couber para a identificação dos responsáveis pelo vazamento de informações sigilosas pertinentes ao caso."
Klara Castanho em seu novo longa-metragem
Klara Castanho em seu novo longa-metragem Crédito: Foto: Laura Campanella/Netflix
"O princípio basilar da Enfermagem é a confiança. Portanto, o profissional de saúde que viola a privacidade do paciente em qualquer circunstância comete crime e atenta eticamente contra a profissão, conforme prevê o Art. 82 do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Casos assim devem ser rigorosamente punidos, para que não mais se repitam."
O Cofen também criticou a divulgação indevida da imprensa sobre o caso. "Da mesma forma, devem ser execrados comunicadores que deturpam a função social do jornalismo para destruir a vida das pessoas. Vida privada não é assunto público."
"Assim como Klara, milhões de mulheres brasileiras são vítimas de violência sexual todos os anos e não encontram o acolhimento a que têm direito. São julgadas, ultrajadas e abandonadas, com sequelas para a vida toda. Esse caso é reflexo de um problema muito mais profundo, que precisa ser enfrentado pela sociedade brasileira. Como uma força de trabalho majoritariamente feminina, a Enfermagem sente na pele o que é a violência de gênero", diz a nota.
Mais cedo, a cantora Luísa Sonza criticou o vazamento de dados da atriz. "Sério, não dá pra você fazer um exame nesses hospitais que todos seus dados são expostos! Sai na mídia tudo e qualquer m**** de um lugar que é pras pessoas se sentirem acolhidas e protegidas! Vão se f**** Nós não somos animais, parem de tratar as pessoas sem humanidade nenhuma", publicou ela no Twitter.
O relato de Klara Castanho veio a público após a apresentadora Antonia Fontenelle dizer em uma live que "uma atriz global de 21 anos teria engravidado e doado a criança para adoção". "Ela não quis olhar para o rosto da criança", afirmou Fontenelle.
Embora não tenha citado nominalmente Klara Castanho, os internautas imediatamente associaram a versão contada por Antonia à atriz. Procurada por Splash, Antonia Fontenelle questionou apenas: "e o que eu tenho a ver com isso?". Nas redes, ela publicou um relato em que classifica a história de "monstruosa" e disse que a doação de uma criança seria "abandono de incapaz".
Em uma carta aberta publicada no Instagram, Klara relatou que foi estuprada e engravidou, mesmo tendo tomado pílula do dia seguinte. Classificado por ela como "o relato mais difícil da minha vida", a famosa explicou que não queria tornar o assunto público, mas já que a adoção foi exposta, ela resolveu se pronunciar.
Castanho destacou que descobriu a gravidez ao passar mal e procurar um médico. Porém, o profissional que a atendeu não se solidarizou com sua dor e a violência sofrida, mesmo após revelar que foi estuprada.
Incapaz de criar um filho de um estupro, Klara Castanho optou pela doação do bebê que gerou e fez todos os procedimentos legais. Entretanto, quando teve a criança, ela diz ter sido ameaçada por uma enfermeira, que quis levar o caso a público por meio da imprensa.
Ela diz ainda que não demorou para que jornalistas passassem a procurá-la, ainda no hospital, para questionar sobre a gravidez e a adoção, mas, ao explicar para eles que o filho foi fruto de uma violência, os repórteres se comprometeram em não publicar matéria a respeito. Até que o assunto ganhou força neste sábado (25) no Twitter.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
'Poderia ter sido eu', diz farmacêutico que fez salto com corda no mesmo local de acidente em SP
Imagem de destaque
Após polêmicas com Vini Jr. e Hakimi, Fifa libera espanhol em todas as entrevistas da Copa
Imagem de destaque
Os erros que podem estar por trás da morte de jovem atirada de ponte sem corda em Limeira: 'Não foi um mero acidente'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados