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Alimentação equilibrada

Yoga e dieta: 5 dicas para potencializar sua prática

O que você come antes e depois da aula pode influenciar na energia e na concentração para realizar as posturas e até na recuperação muscular

Publicado em 20 de Junho de 2026 às 08:00

Por Redação

Publicado em 

20 jun 2026 às 08:00
Alimentação saudável
O ideal é priorizar alimentos leves e de fácil digestão cerca de uma hora antes da aula shutterstock

Ao contrário do que muitos pensam, o yoga não é apenas uma atividade física ou um "alongamento difícil". A ideia central é conectar o corpo, a mente e a respiração.Embora envolva posturas físicas (chamadas de Asanas), o yoga tradicional combina essas posturas com técnicas de respiração (Pranayamas) e meditação.


Entre os benefícios físicos, a prática pode trazer flexibilidade e mobilidade, fortalecimento muscular, melhora da postura e a saúde cardiovascular. 


Muito além da flexibilidade e da respiração, a prática também exige atenção à alimentação. O que você come antes e depois da aula pode influenciar na energia e na concentração para realizar as posturas e até na recuperação muscular. Isso vale tanto para modalidades mais leves e meditativas quanto para versões mais intensas, como vinyasa, power yoga e hot yoga.

 

Segundo a nutricionista Fabiana Cremer García, da Herbalife, manter uma alimentação equilibrada e adequada ao tipo de prática ajuda o corpo a responder melhor aos exercícios e contribui para uma experiência mais confortável e prazerosa. 


“Não precisa ser uma dieta restritiva nem complexa. O mais importante é construir uma rotina equilibrada, respeitando os sinais do corpo e as necessidades individuais de cada prática”, diz.

Dicas de alimentação para a prática

Evite refeições pesadas antes da prática


Torções, inversões e movimentos que comprimem o abdômen podem causar desconforto quando a prática acontece logo após refeições volumosas ou com muita gordura. O ideal é priorizar alimentos leves e de fácil digestão cerca de uma hora antes da aula.


Pequenas porções de frutas, iogurte, vitaminas, torradas integrais ou de aveia costumam ser opções mais confortáveis para a digestão. “Ingerir um volume maior de alimento antes da prática pode prejudicar a mobilidade, a respiração e a sensação de bem-estar durante os exercícios”, explica a nutricionista.


Inclua carboidrato


Algumas modalidades da ioga exigem força, equilíbrio e bastante resistência muscular. Nesse contexto, os carboidratos têm papel importante ao fornecer energia para o corpo e para o cérebro, uma vez que ele se transforma em glicose, que é uma das principais fontes de energia utilizadas pelo sistema nervoso central, influenciando atenção e concentração. Aposte em frutas, pão integral, aveia e mel para ajudar a sustentar a disposição durante a prática.


Proteína também faz diferença


Quem pratica yoga com frequência, especialmente modalidades mais intensas, também precisa olhar para a ingestão de proteínas. O nutriente participa da recuperação muscular e da manutenção da massa magra, além de apoiar a saúde muscular ao longo do envelhecimento.

O consumo pode incluir ovos, iogurtes e queijos magros, leguminosas, shakes proteicos e whey protein.


Hidratação é essencial


A perda de líquidos acontece mesmo em práticas consideradas leves, e pode ser ainda maior em ambientes aquecidos, como o da hot yoga. Quando a hidratação não é adequada, podem surgir sintomas como fadiga, tontura, dor de cabeça e queda de rendimento, e até mesmo impactar as funções cognitivas, o humor e o desempenho físico. “O ideal é manter o consumo de água ao longo do dia e reforçar a atenção antes e depois das aulas, considerando 35 ml por quilo de peso ao dia”, ensina a nutricionista.


Aposte em nutrientes que apoiam o relaxamento e a recuperação


Magnésio, ômega-3 e alimentos fontes de triptofano podem contribuir para a recuperação e o bem-estar geral de quem pratica yoga regularmente. O magnésio participa da função muscular e neurológica, enquanto o ômega-3 está associado à modulação inflamatória. Já o triptofano é um aminoácido envolvido na produção de serotonina, neurotransmissor relacionado ao humor e à sensação de relaxamento. Oleaginosas, sementes, peixes, cacau, banana e aveia são alguns exemplos de alimentos que podem fazer parte dessa estratégia alimentar.

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