A gripe afeta o corpo todo e pode trazer complicações.
shutterstockAs temperaturas voltaram a oscilar no estado e isso acaba sendo um convite tentador para a Influenza ou gripe, que é uma doença viral, aguda do sistema respiratório altamente contagiosa. Ela afeta o nariz, a garganta e, em casos mais graves, os pulmões.
A gripe é uma infecção sistêmica mais agressiva do que um resfriado – que fica restrito às vias aéreas superiores, com sintomas localizados e de curta duração. A gripe afeta o corpo todo e pode trazer complicações.
O infectologista Lauro Ferreira Pinto, do CVP Vacinas, explica que o vírus Influenza sofre constantes transformações. “Por causa dessas mutações frequentes, a imunidade adquirida em anos anteriores ou por infecções passadas pode se tornar menos eficaz, permitindo que uma mesma pessoa adoeça novamente e volte a apresentar os sintomas típicos da gripe”, conta.
Os principais sintomas da gripe costumam surgir de forma repentina. Entre eles estão febre, dor de cabeça, dores musculares intensas, cansaço, mal-estar generalizado, dor de garganta, tosse seca e coriza. “Em alguns casos, podem ocorrer calafrios e perda de apetite. A intensidade dos sintomas, como a febre, é uma das características que diferenciam a gripe de outras infecções respiratórias mais leves”, explica Raphael Zanotti, infectologista do Hospital Santa Rita.
Uma característica importante do vírus Influenza é sua capacidade de sofrer mutações frequentes. “Todos os anos, pequenas alterações genéticas modificam partes do vírus reconhecidas pelo sistema imunológico. Por esse motivo, uma pessoa que já teve gripe anteriormente pode voltar a ser infectada em temporadas seguintes. Em outras palavras, a imunidade adquirida por uma infecção anterior nem sempre é suficiente para proteger contra as novas variantes que passam a circular, o que explica a recorrência da doença ao longo da vida”, pontua o médico.
Apesar de muitas vezes serem confundidos, gripe e resfriado são doenças diferentes. O resfriado comum é geralmente causado por outros vírus, como os rinovírus, e costuma provocar sintomas mais leves, incluindo coriza, espirros, congestão nasal e leve desconforto na garganta. Já a gripe, segundo Raphael Zanotti, tende a causar febre mais alta, dores no corpo mais intensas, fadiga importante e maior comprometimento do estado geral. Além disso, o risco de complicações é significativamente maior nos casos de gripe.
Independentemente de ser gripe ou resfriado, existem sinais de alerta que mostram que o corpo não está conseguindo combater o vírus sozinho. O paciente deve procurar um pronto-atendimento se notar dificuldade para respirar, febre persistente, dor ou pressão no peito e piora repentina.
Para diminuir a transmissão do vírus da gripe, é importante adotar medidas de higiene e etiqueta respiratória, como lavar as mãos com frequência, usar álcool em gel, cobrir a boca ao tossir, evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados. Os locais com pouca ventilação facilitam o acúmulo de partículas virais no ar e aumentam o tempo de suspensão das gotículas respiratórias, elevando o risco de contágio.