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Queda de cabelo

Entenda a condição de Marciele, do BBB 26; o que causa a alopecia e como é o tratamento?

A alopecia é uma condição caracterizada pela queda acentuada de cabelo

Publicado em 10 de Julho de 2026 às 12:25

Guilherme Sillva

Publicado em 

10 jul 2026 às 12:25
Marciele Albuquerque
Marciele Albuquerque revelou que sofre de alopecia Reprodução @Marciele.albuquerque

Marciele Albuquerque, de 32 anos, revelou que tem o diagnóstico de "alopecia emocional". A ex-sister do BBB 26 contou que se surpreendeu por não sofrer queda de cabelos pouco mais de uma semana depois do Festival Folclórico de Parintins.


"Pela primeira vez, eu volto de Parintins e meu cabelo não está caindo. Na verdade, ano passado também, ele não caiu, mas porque já estava também fazendo tratamento. Meu cabelo não caiu ano passado, agora ele voltou bem lindão também e sem cair", contou. "Vocês sabem que eu sempre tive problema com queda de cabelo de estresse, eu sofri também de alopecia emocional. Nunca mais sofri, graças a Deus", disse.


A ex-BBB relembrou que a queda de cabelo era uma consequência frequente do desgaste emocional provocado pelas festas. "Eu sempre tive problema com queda de cabelo de estresse. É alopecia emocional. Nunca mais sofri, graças a Deus, então tá tudo certo". Marciele explicou que a melhora é resultado do acompanhamento que vem realizando nos últimos anos. 


A alopecia é uma condição caracterizada pela queda acentuada de cabelo. Embora seja mais associada ao público masculino, a alopecia também afeta mulheres de diferentes faixas etárias e pode impactar de forma significativa a autoestima e o bem-estar emocional.


Entre os diagnósticos mais comuns está a alopecia androgenética, caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios. Nos homens, ocorre principalmente nas entradas e na região da coroa. Nas mulheres, acomete o topo da cabeça, deixando o couro cabeludo mais visível. Outro quadro frequente é o eflúvio telógeno, que pode surgir após períodos de estresse, doenças, pós-parto, uso de medicamentos, canetas emagrecedoras, especialmente pela perda de peso rápida, desequilíbrio nutricional e a ação farmacológica de determinados princípios ativos. Ao contrário da alopecia androgenética, o eflúvio telógeno é reversível com o tratamento adequado.


Também é comum o diagnóstico de alopecia areata, caracterizada por falhas arredondadas no couro cabeludo. Trata-se de uma doença autoimune que pode afetar sobrancelhas, cílios e outras áreas do corpo, causando desde pequenas falhas até a queda total dos cabelos.


A alopecia pode ter origens variadas — desde fatores genéticos e hormonais até estresse, deficiências nutricionais ou doenças autoimunes. Por isso, estar atento aos sinais do próprio corpo é essencial.


“O cabelo costuma cair um pouco todos os dias, o que é normal. Mas, quando essa queda se intensifica, formando falhas visíveis ou deixando grande quantidade de fios no travesseiro, no banho ou na escova, é hora de procurar ajuda médica”, orienta o Raul Cartagena Rossi, médico membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e consultor da TheraSkin.


O especialista explica que há diferentes tipos de queda de cabelo, como a  alopecia androgenética (ou calvície), a alopecia areata (de origem autoimune), a alopecia de tração (comum em usuários de tranças e apliques), quadros de eflúvio telógeno (queda de cabelo pós infecções agudas, parto ou situações de estresse, por exemplo). "Existem ainda as alopecias cicatriciais, consideradas mais graves, pois envolvem a destruição dos folículos capilares e, em geral, não apresentam reversão com os tratamentos hoje disponíveis".

Tratamentos

Para detectar a doença é preciso fazer um exame dermatológico e uma tricoscopia. Através de um aparelho que amplifica o couro cabeludo, o especialista geralmente consegue confirmar se há a presença de alopecia. Entretanto, alguns pacientes precisam realizar biópsia.


O tratamento dependerá do tipo e da causa da alopecia, podendo envolver desde medicamentos tópicos, injetáveis e até medicação oral. O dermatologista Lourenço Azevedo diz que para a alopecia androgenética existem opções manipuladas com finasterida e dutasterida tópicas, que reduzem a ação dos andrógenos com menor exposição sistêmica. "Shampoos com cetoconazol geralmente ajudam a controlar a inflamação do couro cabeludo. Também se destacam os tratamentos com moduladores hormonais e estimuladores de crescimento, como espironolactona usado em mulheres e minoxidil em baixa dose por via oral”, explica.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o tratamento para alopecia areata é personalizado. Ele depende do tamanho das falhas e da idade do paciente. O objetivo é controlar a doença e estimular os folículos a produzirem cabelo novamente.

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