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Cirurgia no inverno: vale a pena programar o procedimento para essa estação?

As temperaturas mais amenas costumam tornar o pós-operatório mais confortável, reduzindo o desconforto causado pelo calor excessivo

Publicado em 02 de Julho de 2026 às 13:15

Portal Edicase

Publicado em 

02 jul 2026 às 13:15
A crença de que o inverno é o melhor período para cirurgias tem fundamento, mas depende do caso (Imagem: Dikushin Dmitry | Shutterstock)
A crença de que o inverno é o melhor período para cirurgias tem fundamento, mas depende do caso Crédito: Imagem: Dikushin Dmitry | Shutterstock
Com a chegada oficial do inverno, muitas pessoas aproveitam o período para realizar cirurgias já programadas, acreditando que esta é a época mais favorável para o procedimento. Em um país tropical como o Brasil, as temperaturas mais amenas costumam tornar o pós-operatório mais confortável, reduzindo o desconforto causado pelo calor excessivo.
De acordo com o Dr. Carlos Gondim, cirurgião geral da Casa de Saúde São José, há um aumento da procura por cirurgias programadas durante o inverno porque muitas pessoas aproveitam as férias ou os períodos mais tranquilos no trabalho para ter mais tempo para a recuperação.
Porém, na prática, o resultado cirúrgico não é impactado pela temperatura, mas, sim, pelo protocolo de prevenção de infecções, o preparo adequado da pele, o uso correto de antibióticos, o controle da glicemia e os cuidados específicos do pós-operatório.
“Embora não seja possível afirmar que o inverno seja necessariamente a melhor estação para operar, ele costuma ser uma época bastante favorável para a recuperação de muitos pacientes, já que há redução da transpiração excessiva e mais facilidade no uso de curativos e demais dispositivos”, explica o médico. 

Planejamento faz diferença nas cirurgias eletivas

Na verdade, a melhor época para realizar uma cirurgia é definida a partir da indicação do médico e da preparação adequada do paciente. Em procedimentos realizados para tratar doenças com risco de progressão, a estação do ano não deve ser motivo para adiar o tratamento. Porém, no caso das cirurgias eletivas, é possível ter mais planejamento e programar a data para uma época mais conveniente.
Nesse contexto, o inverno costuma ser uma escolha frequente, especialmente para procedimentos que exigem o uso de cintas, malhas compressivas e curativos por períodos prolongados, como diversas cirurgias plásticas, correções de hérnias e alguns procedimentos vasculares.
Realizar a cirurgia no inverno permite aproveitar o verão já recuperado (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)
Realizar a cirurgia no inverno permite aproveitar o verão já recuperado Crédito: Imagem: Studio Romantic | Shutterstock

Projeto verão

Além de a temperatura amena reduzir a transpiração excessiva e facilitar os cuidados pós-operatórios, a menor exposição solar das cicatrizes ajuda a prevenir alterações de pigmentação. Por isso, muitas pessoas aproveitam essa época para realizar seu “projeto verão”, programando a cirurgia com antecedência para chegar aos meses mais quentes completamente recuperadas, para aproveitar praia, piscina, atividades físicas e viagens sem restrições. 

Mais conforto no inverno

As temperaturas mais amenas podem tornar o pós-operatório mais confortável, já que ajudam a reduzir incômodos relacionados ao calor. “Embora não exista evidência de uma mudança fisiológica importante que torne a recuperação cirúrgica necessariamente melhor no inverno, as temperaturas mais amenas tornam o pós-operatório mais confortável. Na prática, a percepção do paciente é real. Ele tem mais conforto, melhor adesão aos cuidados e uma recuperação mais tranquila. E isso, no fim das contas, faz toda a diferença”, explica o Dr. Carlos Gondim. 
Apesar disso, é necessário ficar atento a alguns riscos: no período do inverno, há um aumento das doenças respiratórias e pacientes com sintomas como febre, tosse ou outros sinais de infecção podem ter uma recuperação mais difícil e maior risco de complicações pós-operatórias. Nesse caso, o mais seguro é adiar a cirurgia eletiva até a recuperação completa.
Por Camila Parreira

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