As férias escolares costumam transformar a rotina dos condomínios. Afinal, com mais moradores em casa ao longo do dia, o aumento da circulação de visitantes e uso mais intenso das áreas comuns pode gerar desafios relacionados à convivência e até à segurança dos condôminos.
Aumento do barulho por conta de comemorações, brincadeiras e pequenas reformas no período de recesso podem gerar conflitos quando não há planejamento ou respeito às normas do condomínio.
Para Omar Anauate, presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), a mudança na rotina é natural e, por isso, exige que o diálogo e conscientização sejam prioridade.
“No caso da reforma, por exemplo, é importante observar as regras previstas, especialmente em relação aos dias e horários permitidos para a execução dos serviços. Também é importante comunicar previamente o síndico ou a administradora, quando exigido pelo condomínio, e informar os vizinhos sobre intervenções que possam gerar ruídos ou maior circulação de prestadores de serviço”, diz Anauate.
Segurança das crianças requer atenção redobrada
Além dos desafios relacionados à convivência, as férias escolares também exigem atenção especial à segurança infantil. Como passam mais tempo em casa e utilizam com maior frequência as áreas comuns, as crianças ficam mais expostas a situações de risco.
Elevadores, piscinas, garagens, escadas, corredores, sacadas e janelas estão entre os locais que exigem maior vigilância. Brincadeiras em áreas destinadas à circulação de veículos, o uso inadequado dos elevadores e o acesso desacompanhado a determinados espaços estão entre as ocorrências mais comuns em condomínios.
O presidente da AABIC destaca que a prevenção é uma responsabilidade compartilhada entre famílias, administração condominial e moradores. "A estrutura do condomínio deve oferecer condições de segurança, mas a supervisão das crianças pelos responsáveis é indispensável", destaca.
Entre as ações para prevenir acidentes com os pequenos, estão o acompanhamento constante nas áreas comuns; orientar para que elevadores não sejam utilizados como espaço de brincadeiras; evitar brincadeiras em garagens, rampas de acesso ou locais de circulação de veículos; além de verificar se as redes de proteção instaladas em janelas e sacadas estão em boas condições.
Como preparar o condomínio antes das férias
Segundo especialistas da Group Software, empresa de tecnologia para gestão condominial, pequenas ações preventivas adotadas antes do início das férias podem reduzir os transtornos ao longo de todo o mês de julho. Revisar a infraestrutura dos espaços de lazer, reforçar orientações de segurança, atualizar comunicados internos e organizar atividades para as crianças estão entre as principais recomendações.
"As férias escolares alteram a dinâmica do condomínio. Com mais pessoas utilizando as áreas comuns ao longo do dia, cresce também a responsabilidade da gestão em garantir ambientes seguros e organizados. Um bom planejamento, aliado à comunicação clara com moradores, visitantes e colaboradores, é essencial", afirma Mariana Machado, Head de Negócios da Group Software.
Assim, antes do início do período, vale conferir alguns pontos fundamentais para que o condomínio esteja preparado para receber o aumento da movimentação:
1. Redobre a atenção com as áreas de lazer: playgrounds, brinquedotecas, quadras esportivas, piscinas e salas de jogos devem passar por uma inspeção preventiva. A recomendação é verificar o estado de conservação dos equipamentos, a sinalização, a iluminação e os dispositivos de segurança, garantindo que os espaços estejam aptos para uso;
2. Reforce as orientações de segurança: a comunicação com moradores, visitantes e funcionários deve ser intensificada durante o período. Avisos sobre circulação em garagens, uso dos elevadores, supervisão de crianças e cuidados nas áreas comuns ajudam a reduzir riscos e estimulam comportamentos mais seguros;
3. Atualize as regras de convivência: as férias também representam uma boa oportunidade para reforçar comunicados e revisar regulamentos internos. Horários de utilização dos espaços compartilhados, regras para visitantes, reservas de áreas comuns e orientações sobre convivência devem estar claros para todos os moradores, reduzindo dúvidas e prevenindo conflitos;