Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Sem detalhes

PF diz que Pazolini entregou documentos sobre possíveis crimes

O órgão não esclarece qual o teor dessa denúncia e se o material tem relação com uma acusação feita no último sábado (14) pelo prefeito contra o governo estadual. Prefeito compareceu à Polícia Federal sem agendamento prévio

Publicado em 17 de Maio de 2022 às 15:12

Ednalva Andrade

Publicado em 

17 mai 2022 às 15:12
O prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos)
O prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) fez acusações contra o governo estadual Crédito: Reprodução
Polícia Federal (PF) informou que, na última segunda-feira (16), o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), entregou à Superintendência no Espírito Santo "documentos contendo informações sobre a possível prática de crimes". A PF, entretanto, não esclarece qual o teor dessa denúncia e se o material tem relação com uma acusação feita no último sábado (14) pelo prefeito contra o governo estadual.
Segundo nota da PF,  os documentos foram encaminhados à Corregedoria e "carecem de checagem aprofundada, motivo pelo qual não serão objeto de comentários". O órgão não detalha quais documentos seriam esses, em quais formatos foram disponibilizados, nem os possíveis crimes ou os nomes dos envolvidos.
Questionada pela reportagem de A Gazeta, a PF informou que os documentos foram encaminhados à Corregedoria pois cabe ao órgão fazer a análise do material para saber se é função da Polícia Federal apurar o caso e, em caso positivo, qual equipe fará a apuração. Além disso, esclareceu que o prefeito apenas disse haver nos documentos possível prática de crime, sem detalhar envolvidos.
O prazo para análise do material vai depender da complexidade dos documentos entregues, informou a PF, e não há prazo fixo para isso.
Conforme antecipado pelo colunista Leonel Ximenes, Pazolini esteve, na última segunda-feira (16), reunido com o superintendente da corporação no Espírito Santo, delegado Eugênio Ricas. Ao ser questionado pela coluna sobre o motivo do encontro, o prefeito alegou que a visita foi apenas para discutir o reforço do efetivo e a atuação da Guarda Municipal em uma força-tarefa da PF. Segundo Pazolini, a acusação contra o governo estadual não teria entrado em pauta.
A reportagem de A Gazeta também constatou que na agenda oficial de Eugênio Ricas divulgada no site da PF não constava nenhuma reunião prevista com Pazolini. Quanto a esse ponto, a PF esclareceu que o prefeito não marcou agenda, mas apareceu na sede do órgão na segunda-feira pela manhã e foi recebido pelo superintendente.
PF diz que Pazolini entregou documentos sobre possíveis crimes

DISCURSO EM INAUGURAÇÃO DE ESCOLA

O vídeo, que circula em aplicativos de mensagens desde o último sábado (14), mostra Pazolini em evento oficial da prefeitura afirmando que teria recebido proposta para participar de esquema fraudulento em uma licitação do Estado para obra na Capital. O discurso teria ocorrido na inauguração de uma escola em Jardim Camburi, de acordo com pessoas presentes no evento.
A suposta proposta, segundo o prefeito, teria sido feita por uma autoridade em reunião no Palácio Anchieta, em 2021. No vídeo, o prefeito não especifica nenhum nome envolvido nem a data em que o episódio teria ocorrido.
A reportagem procurou novamente a Prefeitura de Vitória para explicar o que teria sido repassado à Polícia Federal, mas não houve retorno.
Diante das acusações, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-ES) encaminhou representação ao Ministério Público Estadual (MPES) contra Pazolini, no sábado, exigindo a apresentação de provas. 
representação será analisada para futura manifestação, segundo informou o MPES nessa segunda-feira (16). Não foi informado prazo para conclusão, nem o responsável pelas apurações.

PREFEITURA SEGUE SEM RESPONDER

Desde o último sábado, A Gazeta tem procurado a Prefeitura de Vitória pedindo esclarecimentos sobre as acusações que Pazolini fez em evento oficial, como chefe do Executivo municipal. Porém, pelo quarto dia consecutivo, não houve resposta às ligações, e-mails e mensagens enviadas à assessoria do prefeito. Foram feitos os seguintes questionamentos:
  • Por que apenas agora, meses depois do ocorrido, o prefeito está se manifestando a respeito?
  • As acusações feitas em vídeo foram formalizadas perante os órgãos de investigação, como Ministério Público ou Polícia Federal? Se foram, quais órgãos e quando?
  • Quem estava presente e participou dessa reunião citada pelo prefeito no vídeo?
  • Quem, especificamente, teria falado sobre a licitação e qual seria a empresa vencedora mencionada por essa autoridade?
  • Quais seriam as empresas beneficiadas ou envolvidas?
  • Quando essa reunião aconteceu?
  • O prefeito afirma que há provas. Quais são as provas e elas podem ser compartilhadas conosco?
  • De que trata os documentos entregues pelo prefeito ao superintendente da Polícia Federal na segunda-feira, dia 16? Eles estão relacionados à acusação feita pelo prefeito durante evento oficial da prefeitura, no último sábado?
  • Quais foram os documentos entregues pelo prefeito ao superintendente da PF?

DEPOIS DE SILÊNCIO, OPOSIÇÃO ATACA E GOVERNISTAS DEFENDEM GOVERNO NA ALES

Um dia depois de ficarem em total silêncio sobre as acusações feitas por Pazolini contra o governo do Estado, os deputados estaduais levaram o assunto ao Plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (17), com ataques da oposição ao governo e defesa por parte de parlamentares governistas.
O primeiro a tratar do tema foi o deputado estadual Carlos Von (DC), de oposição ao governador Renato Casagrande (PSB). Sem acrescentar informações às acusações feitas pelo prefeito de Vitória, ele aproveitou o assunto para tecer críticas ao governo estadual. Para Von, o prefeito sempre teve muito cuidado para fazer denúncias que não tivessem indícios de corrupção.  "Ele não citou o nome de quem fez a proposta, mas conhecendo Pazolini tenho certeza que ele vai provar", apostou o deputado.
Sem falar diretamente sobre o assunto, o líder do governo na Ales, deputado Dary Pagung (PSB), foi à tribuna da Casa para defender os projetos e obras entregues pelo governador, falou de recursos investidos e obras realizadas em diversos municípios. Em seguida, fez uma exaltação à vida política de Casagrande.
Outros dois correligionários do governador subiram à tribuna para defender o governo: Freitas e Bruno Lamas. Coube ao deputado estadual com base na Serra as falas mais contundentes para defender o governo. Mesmo sem citar o nome de Pazolini, Lamas aproveitou para alfinetá-lo. Disse que "Vitória teve bons prefeitos",  que torce pela gestão atual, mas "ele não pode isolar a cidade".
"É importante lembrar que não se pode acusar sem provas. Não cabe ao homem público assassinar a reputação de lideranças políticas. Não se faz isso. Para acusar tem que ter provas", discursou Lamas.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Os desafios de Lula no G7 para não ficar escanteado em meio ao foco em crises globais e embate entre Trump e Europa
primeiro imóvel, comprar imóvel
Primeiro imóvel: o que observar antes de comprar com segurança
Trem das montanhas
Um novo destino para o Trem das Montanhas Capixabas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados