O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva do desembargador federal capixaba Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).
O magistrado está preso preventivamente desde dezembro de 2025 acusado de vazar informações sigilosas de operações policiais no Rio de Janeiro. Ele também é suspeito de tentar interferir em licitação da Secretaria de Educação (Sedu), do governo do Espírito Santo, segundo relatório da Polícia Federal enviado ao STF.
Na decisão desta quinta-feira (7), o ministro destaca que a manutenção da prisão "é imprescindível para evitar a
fuga do distrito da culpa, hipótese cuja probabilidade está respaldada no relatório conclusivo das investigações".
Por meio de nota, a defesa de Macário disse reafirmar sua confiança no processo legal e aguardar a análise de "elementos relevantes a serem devidamente contemplados no curso da investigação".
A defesa também afirma aguardar o momento adequado para que o desembargador seja ouvido. "O magistrado permanece à disposição das autoridades na expectativa de que os fatos sejam integralmente esclarecidos", diz a nota.
Atualização
11/05/2026
O texto foi atualizado com nota enviada pela defesa de Macário Júdice Neto.