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Orçamento secreto

Marcos do Val é pressionado a sair do Podemos, diz colunista

Grupo de parlamentares diz que permanência do senador no partido "ficou difícil", após entrevista ao Estadão em que ele revelou ter recebido R$ 50 milhões em emendas do relator, como "gratidão" por ter apoiado a eleição de Pacheco à presidência do Senado

Publicado em 08 de Julho de 2022 às 16:21

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 jul 2022 às 16:21
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) está sendo pressionado por um grupo de parlamentares do Podemos a deixar o partido, de acordo com a colunista Julia Lindner, do jornal O Estado de S.Paulo. A pressão ocorre após o senador ter revelado, em entrevista ao Estadão, que recebeu R$ 50 milhões em emendas do relator, conhecidas como orçamento secreto, como "gratidão" por ter apoiado a eleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à presidência do Senado no ano passado.
Em conversas reservadas, de acordo com a colunista, Alvaro Dias (PR) e Oriovisto Guimarães (PR) têm dito que a permanência de Do Val “ficou difícil” e que o próprio senador capixaba deve acabar pedindo seu desligamento do partido.
Em nota, a bancada do partido no Senado reforçou que é contra as emendas de relator. “Nós, senadores pelo partido Podemos, declaramos que somos contrários ao recebimento de verbas ou recursos provenientes das emendas RP-9 (orçamento secreto). Não compactuamos com essa forma de fazer política”, diz o texto, conforme o Estadão.
Marcos do Val
Marcos do Val, senador do Podemos-ES Crédito: Roque de Sá/Agência Senado
A colunista do Estadão também informa que parte da sigla já havia ficado incomodada quando Do Val assumiu a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023 e decidiu tornar esse tipo de emenda impositiva.
Em nota, Marcos do Val afirmou ter sido “mal interpretado” na entrevista ao Estadão e que seu acesso às emendas de relator não foi em troca de votos no Senado. O senador destacou, ainda, que todo recurso recebido foi destinado ao Espírito Santo. “Peço desculpas por eventual mal entendido”, escreveu.
“Só posso acreditar que fui mal interpretado quando concedi uma entrevista por telefone. Jamais houve qualquer tipo de negociação política para a eleição do presidente Rodrigo Pacheco, que envolvesse recursos orçamentários. Afirmo com toda certeza que jamais aconteceu”, disse a nota.

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