Um sociólogo de 47 anos, identificado como Roberto Barcelos Ferrante, foi preso por injúria racial e ameaça após proferir ofensas contra um funcionário público, de 40 anos, na Rua da Lama, no bairro Jardim da Penha, em Vitória, na madrugada de domingo (12).
A vítima, que preferiu não se identificar, contou que estava na fila de um estabelecimento quando viu Roberto importunando uma pessoa LGBTQIAPN+ e interveio. “Eu pedi para ele parar e ele não quis. Falei para ele não me tocar porque eu não gosto, e ele começou a fazer comentários racistas, arremessou uma cadeira na minha direção e, de repente, puxou uma faca e começou a correr atrás de mim, dizendo que ia me matar”, contou.
Em um vídeo gravado pela vítima é possível ver Roberto alterado, dizendo que é “branco da raça” e fazendo ameaças (veja acima). No boletim de ocorrência, o funcionário público relatou que o suspeito também o chamou de "macaco".
A Guarda Municipal foi acionada e deteve o suspeito. Ele foi levado para a Delegacia Regional de Vitória, onde, segundo a Polícia Civil, acabou autuado em flagrante por injúria racial e ameaça. Em seguida, foi encaminhado para o Centro de Triagem, localizado no Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa,em Viana.
“Infelizmente eu estou chateado, mas não surpreso, pois já sofri racismo muitas vezes, mas não dessa forma tão violenta. Espero que ele fique preso e seja exemplo de que racismo e transfobia não têm mais vez no nosso país”, desabafou a vítima.
Durante a confusão, testemunhas relataram que Roberto disse que seria professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), mas a instituição negou essa informação e afirmou não ter qualquer vínculo empregatício com ele.
Conforme apuração da TV Gazeta, além de sociólogo Roberto é ator, e por mais de 15 anos interpretou Jesus Cristo no Auto da Paixão, em uma das encenações mais tradicionais da capital na Semana Santa.
A reportagem de A Gazeta tenta localizar a defesa de Roberto e deixa este espaço aberto para um posicionamento.