Um advogado de 37 anos foi detido suspeito de resistir a uma abordagem da Guarda Civil Municipal e agredir um agente, na madrugada desta segunda-feira (13), na Praia do Suá, em Vitória. Segundo a Guarda Municipal, Thiago de Moraes Lima foi flagrado dirigindo em velocidade incompatível com a via.
Os agentes precisaram usar spray de gás lacrimogêneo para conter o motorista. Tiago foi levado para a delegacia, pagou fiança de R$ 2 mil e foi liberado. Em contato com a TV Gazeta, a família dele disse que não vai se manifestar no momento.
Segundo a Guarda Municipal, por volta de 0h10, o motorista foi visto conduzindo um Renegade branco pela Avenida Desembargador Santos Neves.
Ao acessar a Rua Dukla de Aguiar, o advogado teria realizado uma manobra brusca que provocou o deslizamento dos pneus. Os guardas iniciaram o acompanhamento do veículo e realizaram a abordagem nas proximidades de um condomínio.
Foi solicitado que o advogado saísse do veículo, permanecesse de costas para os agentes, com as mãos sobre a cabeça, para a realização da busca pessoal, mas ele não teria cumprido as determinações, dificultando a busca pessoal. Diante da resistência, foi dada voz de prisão.
O advogado teria então empurrado um dos agentes e entrado em luta corporal com a equipe. Durante a ação, um guarda sofreu um corte no dedo polegar direito e teve o celular quebrado após os dois caírem no chão.
Os agentes utilizaram spray de gás lacrimogêneo para conter a resistência e, em seguida, conduziram Thiago à 1ª Delegacia Regional de Vitória. Já na delegacia, ele, segundo a Guarda, ofendeu verbalmente os agentes.
Após ser apresentado à autoridade policial, o advogado pagou fiança de R$ 2 mil e foi liberado.
A Polícia Civil informou que o suspeito foi autuado em flagrante por resistência e lesão corporal qualificada. Ele foi liberado para responder em liberdade, após o recolhimento da fiança arbitrada pela autoridade policial da Central de Teleflagrante.
O que diz a OAB
Procurada pelo site g1ES, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Espírito Santo (OAB/ES) esclareceu que não compactua com condutas incompatíveis com os princípios éticos, legais e morais que regem o exercício da advocacia, reafirmando seu compromisso com o respeito às leis, à integridade das relações humanas e à defesa dos direitos fundamentais.
A situação está sendo devidamente acompanhada pela Seccional, com a adoção das providências cabíveis, sempre em observância ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e às garantias constitucionais.
O outro lado
Procurada, a família do advogado disse que eles não vão se manifestar no momento.
*Com informações do g1 ES