O professor de educação física de uma escola municipal em Cariacica foi afastado após denúncias de assédio sexual. As vítimas são oito alunas, com idades entre 12 e 14 anos, que relataram à unidade escolar os diversos abusos sofridos. A Polícia Civil investiga o caso.
O conselheiro tutelar do município, Marcos Fonseca, que atua no caso, contou que a denúncia foi enviada pela unidade escolar na semana passada. Duas meninas já foram ouvidas, sendo que uma delas relatou perseguição dentro da escola, além de agressão.
Ele também acredita que os casos possam aumentar durante a apuração na escola após o período de férias. O endereço do colégio e a identidade dos envolvidos não serão divulgados, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Ele também é coordenador na escola. São relatos absurdos, de passar a mão nas partes íntimas, passar a mão nos seios, pegar, puxar e beijar à força. Nos dias de hoje em que vivemos, nós ainda temos maus profissionais no meio”, contou Marcos.
O pai de uma das meninas fez um Boletim de Ocorrência e contou à polícia que o professor ameaçou a filha dele por cerca de um mês. Conforme o relato registrado no documento, o investigado pelos abusos disse à adolescente que algo ruim aconteceria se ela contasse sobre a situação a alguém.
Além da ameaça, ele também a seguiu até o banheiro feminino. Os assédios e abusos só foram descobertos após as vítimas se apoiarem.
“Tinha alunas que estavam inseguras em contar, mas foram encorajadas por outras colegas de sala a falar. Com o andamento dos procedimentos internos, devem aparecer mais alunas. É sempre bom reforçar que precisamos ter mais cuidado e zelo, porque os pedófilos, os abusadores, eles estão em todos os lugares. Precisamos sempre orientar os jovens”, frisou o conselheiro.
O que diz a escola e a polícia?
Em nota, a Secretaria de Educação de Cariacica informou que o professor foi afastado assim que as denúncias foram feitas. A unidade também instaurou procedimento administrativo interno. "Ele está afastado das funções até a conclusão da investigação", detalhou.
A Polícia Civil informou que o inquérito policial foi instaurado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e diligências foram determinadas para a apuração dos fatos. Por envolver menor de idade, o caso segue sob sigilo.