Um médico de 26 anos foi preso após ser denunciado por suspeita de abuso sexual contra um paciente de 18 anos durante uma consulta em Irupi, no Sul do Espírito Santo, na terça-feira (7).
Segundo a Polícia Militar, o médico informou que o jovem procurou atendimento com sintomas de náuseas, vômitos, dor abdominal, tosse e dor de garganta havia cerca de três dias. Durante a consulta, o profissional afirmou ter identificado um aumento de volume na região abdominal e levantou a hipótese de uma hérnia inguinal, motivo pelo qual pediu que o paciente retirasse a bermuda e a cueca para a realização do exame físico.
O médico negou ter praticado qualquer ato de cunho sexual durante o atendimento.
Já o paciente relatou à PM que, após mostrar imagens ilustrativas de hérnia no celular, o médico passou a tocá-lo na região íntima. Segundo o jovem, ele pediu que o profissional parasse, mas ficou sem reação. Ainda conforme o relato, o médico pediu que o episódio permanecesse entre os dois, alegando que poderia perder o emprego caso o caso se tornasse público.
Após deixar o consultório, o paciente afirmou ter contado o ocorrido a atendentes e enfermeiras da unidade e solicitado o acionamento da Polícia Militar. Segundo ele, o pedido não foi atendido. Em seguida, foi para casa, contou o caso à família e o pai acionou a PM. O homem foi até a unidade de saúde e tentou agredir o médico, mas foi contido por testemunhas até a chegada dos militares.
Os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Ibatiba, onde o médico foi autuado em flagrante por "ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima". Em seguida, foi levado ao sistema prisional. O nome do profissional não foi divulgado.
A Prefeitura de Irupi repudiou o episódio e informou que demitiu o médico ainda na terça-feira (7). "A prefeitura permanece à disposição das autoridades competentes, colaborando integralmente com as investigações, dentro dos limites de suas atribuições legais", informou a administração municipal.
A reportagem acionou o Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) para se manifestar sobre o caso, mas não houve retorno até a publicação.