Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Ilha das Flores

Polícia apreende 15 toneladas de carne clandestina em Vila Velha

Produtos apreendidos nesta terça-feira (5) estavam em um estabelecimento, sem condições sanitárias; donos foram multados e o local interditado

Publicado em 05 de Julho de 2022 às 15:44

Júlia Afonso

Publicado em 

05 jul 2022 às 15:44
Cerca de 15 toneladas de carne suína clandestina, que estavam sendo embaladas sem autorização, foram apreendidas em um estabelecimento no bairro Ilha das Flores, em Vila Velha, nesta terça-feira (5). Em vídeos (veja acima) divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), é possível observar a grande quantidade de produtos expostos no local, alguns deles já cortados.
A apreensão aconteceu após denúncia anônima e foi resultado de uma ação conjunta entre a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf). 
Segundo a Sesp, o local tinha "condições sanitárias incompatíveis". A área de manipulação de carnes para revenda de produtos de origem animal foi interditada. Todo o material foi recolhido pelo Idaf para descarte.

ESTABELECIMENTO PODIA REVENDER, MAS NÃO CORTAR CARNES

De acordo com o titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, delegado Eduardo Passamani, o estabelecimento tinha a devida autorização para comprar e revender peças de carne. No entanto, o proprietário manuseava e cortava as peças em pedaços menores para vender a supermercados. Não era permitida manipulação do produto.
Segundo o delegado, o proprietário tinha uma indústria classificada como entreposto (comprava e revendia), mas atuava como frigorífico. Ele disse que a ausência de autorização impede que os órgãos mantenham fiscalização sobre o produto, o que pode gerar, inclusive, danos à saúde do consumidor.
"Quando a empresa não tem uma autorização de funcionamento, não temos como rastrear se o animal tinha uma boa procedência e também não há acompanhamento da questão sanitária, se a forma de armazenamento era adequada. Essa situação pode agravar a saúde do consumidor e gerar um risco "
Eduardo Passamani - Titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor
No local, o proprietário disse que iria pedir a autorização para o corte e manipulação de carne. Porém, exercia a atividade antes mesmo de pedir uma autorização. A alegação foi que o funcionamento como frigorífico era mais vantajoso financeiramente. Por isso, ele comprava as peças, cortava e revendia em pedaços menores.

PRODUTOS FORAM VENDIDOS A SUPERMERCADOS DA GRANDE VITÓRIA

O delegado não soube informar há quanto tempo o local estava funcionando dessa forma, mas afirmou que ao menos 40 supermercados da Grande Vitória estavam comercializando o produto. De acordo com Passamani, a quantidade de estabelecimentos pode aumentar. Em tese, o comércio que vende o produto irregular não tem culpa. A Polícia Civil está notificando todos os supermercados para que as carnes sejam retiradas de circulação.
A reportagem de A Gazeta esteve em coletiva de imprensa sobre o assunto na tarde desta terça-feira (5) e questionou sobre o nome da marca e os supermercados que estão vendendo a carne. Segundo o delegado, as informações não podem ser repassadas por conta da Lei de Abuso de Autoridade.
Nesta quarta-feira (6), a Sesp divulgou imagens das carnes apreendidas em Vila Velha. Segundo a secretaria, o aspecto amarelado no produto são colônias bacterianas que cresceram principalmente por problemas na manipulação e na refrigeração.
Carne apreendida em Vila Velha tinha
Carne apreendida em Vila Velha tinha bolinhas amarelas geradas por bactérias Crédito: Divulgação | Polícia Civil

HOMEM NÃO FOI PRESO, MAS VAI PAGAR MULTA

Inicialmente, a Sesp divulgou que os donos haviam sido multados. Posteriormente, o delegado Eduardo Passamani explicou que apenas um proprietário é investigado pela irregularidade. Ele foi multado pelo Idaf e pode responder por crime contra a relação de consumo, com penas que variam de dois a cinco anos.
Procurada pela reportagem de A Gazeta, o Idaf não informou o valor da multa.
O Instituto informou que a carne vendida estava com mau cheiro e aspecto melado, com cor amarelada indicando presença das colônias bacterianas. Segundo o médico-veterinário e gerente de defesa sanitária e inspeção animal do Idaf, Raoni Cezana Cipriano, nesses casos, a carne deve ser descartada imediatamente, pois o consumo oferece riscos para a saúde humana.
“Um dos problemas mais comuns em consumir carne nessas condições é o risco de toxinfecção alimentar, infecção por meio do consumo de alimentos contaminados por bactérias ou toxinas que pode levar o consumidor à morte”, ressaltou.

Atualização

06/07/2022 - 2:53
Após publicação desta matéria, a Polícia Civil informou mais detalhes sobre o caso nesta quarta-feira (6). O texto foi atualizado.
Polícia apreende 15 toneladas de carne clandestina em Vila Velha

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Jogo na televisão e controle remoto na mão para acompanhar o Brasileirão
O Brasil tem 185 milhões de internautas. Mas quem domina a tela é a TV aberta
Imagem de destaque
A 'guerra silenciosa' entre China e Panamá por controle de portos no Canal
Diogo Nogueira
Entenda o que é a 'candidíase' na voz, condição que afetou Diogo Nogueira

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados