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Norte do ES

Funcionário de hospital é preso suspeito de estupro e mais dois crimes em Montanha

O mandado de prisão preventiva foi expedido na última sexta-feira, dia 22 de novembro, e a prisão realizada nessa segunda-feira (25), no Centro da cidade

Publicado em 26 de Novembro de 2024 às 19:00

Vitor Recla

Publicado em 

26 nov 2024 às 19:00
O homem de 32 anos é investigado por estupro.
O auxiliar de serviços gerais do hospital de Montanha foi preso sob acusação de estupro Crédito: Leitor | A Gazeta
O auxiliar de serviços gerais, Ítalo Santana Porto, de 32 anos, do Hospital Maternidade Nossa Senhora Aparecida de Montanha, no Norte do Espírito Santo, foi preso na tarde dessa segunda-feira (25), após cumprimento de mandado de prisão em aberto contra ele por violência psicológica, estupro e tentativa de homicídio, expedido pela Vara Única de Montanha. 
Não há informação de quando os crimes ocorreram, porém o mandado de prisão preventiva foi expedido na última sexta-feira, dia 22 de novembro.

Ocorrência de trânsito

Segundo a Polícia Militar, a prisão foi realizada após militares abordarem um moto trafegando sem placa, no Centro de Montanha. Na averiguação da ocorrência de trânsito, segundo a nota encaminhada pela Polícia Militar, foi constatado que contra ele havia um mandado de prisão em aberto.
Após a abordagem, Ítalo foi conduzido para a 17ª Delegacia Regional. Além do mandado de prisão em aberto, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dele estava vencida e por isso acabou multado e teve a moto guinchada.

Cumprimento do mandado

A Polícia Civil, por sua vez, salientou que o homem foi conduzido à Delegacia Regional de Nova Venécia, onde acabou autuado em flagrante por adulteração veicular e foi dado cumprimento ao mandado de prisão que possuía por violência psicológica, estupro e tentativa de homicídio.
Posteriormente ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de São Mateus (CDPSM).

"Surpresa"

Diferentemente da versão apresentada pela PM sobre o local da prisão, o Hospital Maternidade Nossa Senhora Aparecida de Montanha apresentou outra versão para a detenção do funcionário.
Por meio de nota, a instituição informou que recebeu com surpresa a ação da Polícia Militar, que culminou na prisão de um auxiliar de serviços gerais. Segundo o posicionamento, a detenção foi realizada de "forma ostensiva dentro do hospital, onde o investigado acompanhava um familiar internado".
Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida
Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida, onde o auxiliar de serviços gerais trabalhava Crédito: Google Street View
Esclareceu ainda que, "já tínhamos ciência das imputações feitas ao colaborador e, em apuração interna, não foram identificados, até o momento, indícios de autoria ou materialidade de qualquer irregularidade". Confira abaixo a nota na íntegra.
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) destacou que o procedimento relacionado ao caso está em curso e tramita em segredo de Justiça. "Por ora, não é possível fornecer informações para preservar as investigações e os trabalhos em andamento", afirmou o órgão.
A reportagem de A Gazeta procurou pela defesa de Ítalo Santana Porto, feita pelo advogado e diretor jurídico do hospital, Dr. Arthur Borges Sampaio. Em resposta, o profissional salientou que, por ora, o posicionamento é o mesmo manifestado na resposta da instituição.

Nota do hospital

O Hospital Maternidade Nossa Senhora Aparecida de Montanha, informa, por meio deste, que recebeu com surpresa a ação da Polícia Militar nesta segunda-feira (25), que culminou na prisão de um de seus colaboradores. A detenção foi realizada de forma ostensiva dentro do hospital, onde o investigado acompanhava um familiar internado.

Esclarecemos que já tínhamos ciência das imputações feitas ao colaborador e, em apuração interna, não foram identificados, até o momento, indícios de autoria ou materialidade de qualquer irregularidade. No dia 18 de setembro, a Direção do hospital, prezando pela imparcialidade na investigação e para preservar o andamento das apurações administrativas, decidiu afastar o servidor até a conclusão da sindicância aberta.

Ressaltamos que vivemos em um Estado Democrático de Direito, onde o direito à ampla defesa e ao contraditório deve nortear qualquer ato investigativo. O desejo de acusar não pode se sobrepor ao direito de defesa. 

Diante disso, o Hospital repudia veementemente a ação policial em suas dependências, considerando que a ordem de prisão poderia ter sido cumprida em outro horário e local, sem comprometer o ambiente hospitalar. Acreditamos que a operação, evidentemente política e direcionada, fugiu de seu objetivo ao apelar ao espetáculo.

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