Uma lista com 864 produtos brasileiros ficarão de fora da nova sobretaxa de 25% que será aplicada nas exportações do Brasil para os Estados Unidos. A decisão de estabelecer novo tarifaço pelo governo Trump foi confirmada na noite da última quarta-feira (15).
Entre as exceções estão mercadorias muito consumidas no mercado norte-americano, que poderiam levar ao aumento de inflação nos EUA, como carne, suco de laranja, componentes de aeronaves, café, açaí e água de coco.
Vendas que já foram enviadas por empresas brasileiras para o país de Donald Trump também ficarão livres da cobrança adicional.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) afirmou que a justificativa para a isenção de determinados produtos brasileiros à tarifa de 25% é o fato de serem consideradas matérias-primas que poderiam levar à indisponibilidade de oferta doméstica e causar "perturbações" na economia americana caso fossem sujeitas à sobretaxa.
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Na decisão publicada no início da madrugada desta quinta-feira (16), o órgão diz que alguns dos produtos isentos da tarifa não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos Estados Unidos nem obtidos de outras fontes, enquanto outros são itens para os quais as tarifas adicionais "poderiam não contribuir substancialmente para a eliminação dos atos, políticas e práticas do Brasil considerados passíveis de ação".
Além de carne bovina, café, laranja e suco de laranja, que já constavam da lista divulgada pelo USTR quando a investigação foi aberta, em junho, itens como mel orgânico, hidróxido de alumínio, sucata de ferro e de aço, produtos do mar, couros, alguns produtos de madeira, medicamentos e insumos farmacêuticos foram incluídos na lista dos isentos.
Por outro lado, o governo americano disse que rejeitou solicitações de pedidos para outros produtos, como vestuário, calçados e máquinas agrícolas e industriais.
O USTR diz também que, nas audiências públicas realizadas durante a investigação sobre as práticas comerciais brasileiras, houve a defesa de alternativas às tarifas, como a realização de negociações bilaterais ou multilaterais. Parte dos participantes das audiências disse que qualquer tarifa, mesmo abaixo de 25%, seria inadequada e poderia frustrar os objetivos do governo americano.
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