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Economia

IPCA: inflação desacelera pelo terceiro mês seguido na Grande Vitória

Artigos de residência e alimentação lideram queda; dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo foram divulgados nesta quarta-feira (10) pelo IBGE

Publicado em 10 de Dezembro de 2025 às 11:03

João Barbosa

Publicado em 

10 dez 2025 às 11:03
A inflação desacelerou no Espírito Santo em novembro. Na Grande Vitória, onde é medido o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre os capixabas, o indicador ficou na marca de 0,09% no mês passado, número abaixo dos 0,31% registrados em outubro e dos 0,76% computados em setembro, mostrando uma tendência de queda no Estado.
O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No país, porém, a inflação teve movimento oposto e acelerou para 0,18%, após marcar 0,09% em outubro.
Economistas aumentaram pela 13ª semana seguida a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) são divulgados mensalmente pelo IBGE Crédito: Everton Silveira/Agência Freelancer/Folhapress
  • No ano, o IPCA acumula alta de 4,77% no Espírito Santo. Nacionalmente, o índice é de 3,92%.
No Estado, o índice desacelerou principalmente pela redução nos preços de artigos de residência, como utensílios de cama, mesa e banho. Nesse grupo, a variação mensal ficou em −1,75%, seguida por −0,56% do grupo de alimentação e bebidas.
Outros grupos de produtos e serviços no campo da desaceleração são os de comunicação (−0,32%), habitação (−0,08%) e educação (−0,05%). Todos estão nos índices de maior peso para determinação do resultado mensal na inflação.
Por outro lado, também com peso relevante na inflação do Estado, o grupo de despesas pessoais, como gastos com cabeleireiro e cuidados com animais de estimação, ficou na marca de 0,79%, seguido por 0,69% de transportes e 0,32% de itens de saúde e cuidados pessoais.
No Brasil, segundo o IBGE, cinco dos nove grupos pesquisados tiveram aumento de preços. Os grupos de despesas pessoais (0,77%) e habitação (0,52%) apresentaram as maiores variações e o maior impacto entre os grupos de produtos e serviços pesquisados em novembro.
Vestuário (0,49%), transportes (0,22%) e educação (0,01%) vieram na sequência, com os demais grupos no campo de recuo: artigos de residência (-1,00%), comunicação (-0,20%), saúde e cuidados pessoais (-0,04%) e alimentação e bebidas (-0,01%).

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