Caiu o número de jovens que não estudam nem trabalham no Espírito Santo, os chamados "nem-nem". Em 2025, o Estado chegou a 878 mil pessoas de 15 a 29 anos que não estão trabalhando, não estudam no ensino regular e não frequentam nenhum curso de qualificação profissional – o equivalente a 16,2% da população nesta faixa etária.
Em 2024, o percentual de jovens “nem-nem” no Espírito Santo era de 16,7%. Em 2019, quando a pesquisa começou a avaliar esse dado, o índice estava em 18,7%. Portanto, houve uma queda de 2,5 pontos percentuais (p.p.) em seis anos.
Os dados estão na nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Educação, divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na distribuição dos dados por sexo e raça, a pesquisa mostra que, no Espírito Santo, as mulheres são maioria entre o grupo chamado de “nem-nem”, representado 21,7% enquanto os homens são 10,6%. Já os brancos alcançam 12,5% desse grupo, enquanto a população preta ou parda fica em 18%.
No Brasil, 17,5% dos jovens nessa faixa etária não estavam trabalhando, não estudavam no ensino regular e nem frequentavam algum curso de qualificação profissional. Essa proporção recuou 4,9 pontos percentuais (p.p.) frente a 2019, quando 22,4% dos jovens do país não trabalhavam, nem estudavam ou se qualificavam.
Taxa de analfabetismo cai
No Espírito Santo, em 2025, entre as pessoas com 15 anos ou mais de idade, a taxa de
analfabetismo foi de 3,8%, o menor valor da série. Em relação a 2024, houve uma
redução de 0,1 ponto percentual nesse índice no Estado.
No Brasil, em 2025, conforme apresentado na Tabela 1, entre as pessoas com 15 anos ou
mais de idade, a taxa de analfabetismo foi de 4,9%, a menor da série histórica iniciada em
2016. Em relação a 2024, houve redução de 0,4 ponto percentual dessa taxa no
País.