Moradores do bairro Chácara do Conde, em Vila Velha, estão preocupados após um tanque metálico inclinar na noite de segunda-feira (13). O receio de quem vive no local é de que a estrutura, que fica em uma área inoperante do porto da região, tombe e atinja casas ao redor.
Isso porque o reservatório fica na parte superior de um morro, bem acima de uma igreja e residências. Valdineia Rodrigues vive próximo ao tanque e contou à repórter Isabelle Oliveira, da TV Gazeta, ter escutado um forte estrondo.
“Parecia um acidente de carro. De manhã, vimos que ele (tanque), que é maior e redondo, bateu e escorou no menor, que fica do lado do outro tanque. A preocupação é atingir as casas; embaixo são muitas e temos as crianças em casa de férias. Não tem como prever se acontece hoje, amanhã ou depois", detalhou Valdineia.
Além do medo de um acidente, Valdineia disse que os moradores sofrem com a falta de limpeza do terreno.
“Os moradores antigos falam que os tanques eram usados para colocar combustível e estão há mais de 70 anos no mesmo local, e eles limpavam quando funcionava. Depois, não vieram mais. Tem muito lixo, as árvores caem nos fios, deixando o bairro sem energia. Os moradores que cuidam. Hoje mesmo um vizinho limpou essa área”, disse a moradora.
O que diz a Vports e a Prefeitura
Segundo a VPorts, concessionária administradora do complexo portuário, equipes operacionais e de segurança foram ao local para avaliar o caso nesta terça-feira (14).
Além da empresa, uma equipe da Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Vila Velha esteve no local na tarde desta terça. A pasta informou que decidiu notificar preventivamente a empresa responsável pelo tanque para adotar as medidas corretivas necessárias.
“A notificação deve ser entregue nesta quarta-feira (15), às 10 horas, momento em que uma nova vistoria será realizada no local para orientações, isolamento e demais procedimentos, além de conhecer de perto o projeto da empresa com as intervenções corretivas a fim de prevenir o risco da estrutura, tendo em vista a depredação do local”, frisou.
A Defesa Civil também orienta a comunidade para que ajude na fiscalização de modo a evitar depredação da estrutura.