Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Valorização

Empresa suíça vai elaborar projeto para repaginar Centro de Vitória

Contrato com a Prefeitura da Capital prevê a entrega do estudo para requalificação urbana no início de 2025; benefícios incluem melhora na infraestrutura e valorização local

Publicado em 27 de Novembro de 2024 às 18:23

Nadedja Calado

Publicado em 

27 nov 2024 às 18:23
Avenida Jerônimo Monteiro, Vitória
Valorização da Avenida Jerônimo Monteiro é uma demanda dos moradores do Centro Crédito: Leonardo Silveira
Uma das principais demandas dos moradores do Centro de Vitória ganhará um novo passo para ser atendida no início de 2025. É quando deverá ser entregue um plano estratégico para a requalificação urbana do Centro, que tem objetivos como a melhora da infraestrutura, aumento da segurança, atração de investimentos, valorização local e melhor qualidade de vida para os moradores. 
O serviço foi contratado pela Prefeitura de Vitória ao custo de R$ 1.171.061 à empresa dinamarquesa Ramboll, que teve suas operações no Brasil adquiridas pela multinacional suíça de engenharia e consultoria EBP. O documento, firmado entre a Prefeitura e a companhia em julho de 2023 prevê a “elaboração de plano estratégico de conservação integrada e planejamento da área central de Vitória, do programa de requalificação urbana e segurança cidadã”. Para custear os serviços, a Prefeitura recebeu um empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). 
Em entrevista à reportagem de A Gazeta, o secretário municipal de Desenvolvimento da Cidade e Habitação de Vitória, Luciano Forrechi, citou a necessidade de investimento para buscar soluções para uma demanda complexa.
“O plano vai apontar ações de médio, longo e longuíssimo prazo. É uma área que exige muito planejamento, e tem alguns fatores importantes a se observar. O primeiro: não tem área de expansão, de um lado está a Baía de Vitória e, do outro, o relevo não permite, além das fundamentais áreas de proteção ambiental”, elencou, demarcando o centro expandido entre a Curva do Saldanha e o Sambão do Povo.
Empresa suíça vai elaborar projeto para repaginar Centro de Vitória
“Tem também a questão da preservação histórica do centro, um grande número de prédios exige essa observação. O retrofit, por exemplo, já é uma realidade. Temos quase 1350 unidades beneficiadas porque passaram por intervenções que se enquadram na legislação do retrofit”, disse, em referência à modernização de edifícios antigos, mantendo suas características arquitetônicas. A Capital conta com parâmetros construtivos mais flexíveis e incentivos fiscais para esse tipo de ação.
“O governo também tem que fazer sua parte, reformando praças, reorganizando ruas, construindo escolas, mirando o adensamento populacional do Centro”, reconheceu o secretário. Forrechi lembrou que uma das bases para esse processo foi uma pesquisa realizada em parceria com a Faesa, em 2022, que mapeou 217 imóveis vazios ou subutilizados na região.
Além do Centro em si, constam no escopo do contrato para a realização do plano os bairros adjacentes: Ariovaldo Favalessa, Caratoíra, Do Quadro, Do Cabral, Santa Clara, Do Moscoso, Piedade, Fonte Grande e parte do bairro Forte São João.
“Cumpre notar que os bairros citados beneficiam-se da área central de Vitória para uso do comércio, serviços e lazer. Assim sendo, devem ser incorporados a esses estudos”, diz o texto.
O contrato diz ainda que “a necessidade de intervir é para qualificar, conservar e preservar sua identidade e suas características marcantes, além de potencializar a dinâmica urbana. Isso constitui a condição para garantir a sustentabilidade urbana e afastar a postura predatória que utiliza o espaço além dos limites da sua resiliência”.

Participação popular

O contrato também cita que as intervenções devem garantir a participação popular. Para isso, já foram realizadas dez audiências públicas entre março e abril deste ano. Walace Bonicenha, presidente da Associação de Moradores do Centro de Vitória (Amacentro), vem participando das reuniões e avalia que o diálogo tem sido produtivo. “Os diagnósticos vêm muito próximos do que nós pensamos”.
“Nós não esperamos uma revitalização, o Centro já está revitalizado. Já estamos em outra fase de valorização do Centro. Quando se fala em revitalizar, parece que o Centro está morto, e não está. Temos áreas que, de fato, precisam ser retrabalhadas, valorizadas, requalificadas, como é o caso da Avenida Jerônimo Monteiro”, avaliou ele, que integra a associação há seis anos e assumiu a presidência há quatro meses.
“Também já temos muitos aparelhos sendo restaurados, caso do Mercado da Capixaba, a Fafi, a praça do Teatro Carlos Gomes. É importante ressignificar esses espaços. Estamos participando ativamente e o que o Centro deseja é discutir mesmo, acatar as ações, buscar também a perspectiva da criação de moradias”, acrescentou ele.
Mais uma audiência pública deve ser realizada em dezembro, antes da entrega do plano, mas a data ainda não foi divulgada.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vitrine
Trade Dress: você sabe o que é e por que vale proteger na sua empresa?
Silva no Cais das Artes
Silva apresenta show “De Férias no Brasil” no Cais das Artes; veja fotos
Áustria
Áustria derrota Jordânia na estreia da Copa do Mundo 2026

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados