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Namora há 2 anos

Atleta capixaba elogiado por Anitta diz que família não o aceita gay

Gay assumido desde os 20 anos, o capixaba contou estar em um relacionamento há mais de dois anos com o médico Rafael Helmer: "O lance com a Anitta não passa de uma resenha, até porque a admiramos demais como artista. E uma terceira pessoa na nossa relação não faz parte do nosso interesse"

Publicado em 31 de Julho de 2021 às 13:43

Agência FolhaPress

Publicado em 

31 jul 2021 às 13:43
O atleta Vinícius Freitas
O atleta Vinícius Freitas Crédito: Reprodução/Instagram @vinicius__freitas
Vinícius Freitas, 28, viu o número de seguidores aumentar substancialmente em suas redes sociais após Anitta elogiar a beleza dele. "Eu não estava online. Por conta do fuso horário, eu estava dormindo e, quando eu acordei, tinha inúmeras mensagens e notificações. Acho que cheguei em Tóquio com aproximadamente 9.200 seguidores e ganhei em torno de 24.600 seguidores no Instagram", diz o jogador de vôlei de praia.
Gay assumido desde os 20 anos, o capixaba contou estar em um relacionamento há mais de dois anos com o médico Rafael Helmer. "O lance com a Anitta não passa de uma resenha, até porque a admiramos demais como artista. E uma terceira pessoa na nossa relação não faz parte do nosso interesse", disse o atleta em entrevista ao gay.blog.br nesta sexta-feira (30).
Freitas contou ainda ter encontrado resistência de sua família por ser homossexual. "Minha família é muito religiosa e não reagiu de uma forma muito boa. Eu sofri muito. Mas me agarrei muito a Deus e ao esporte pra permanecer firme. Ainda não me aceitam, mas aprenderam a me respeitar e dar o meu espaço", diz o atleta.
"Não é como eu queria, mas é só o que eu preciso. Ainda moro com eles. É difícil me expor, falar sobre minha orientação, porque tudo que repercute respinga neles. Mas faço, porque tenho consciência que é uma forma de combater, e assim esperar que, num futuro próximo, as pessoas e as famílias mudem a mentalidade e para que ninguém sofra mais com essa intolerância enraizada", desabafou o jogador de vôlei, emendando que a religião o fez sentir culpado "por muitos anos" por ser gay.
"Pra nós, que crescemos dentro da igreja, o processo é muito doloroso. E quando consegui enxergar que Deus é diferente de religiosidade, pude me libertar desse peso. Deus nos ama muito e nos aceita da forma como somos", ponderou, dizendo que está a procura de uma igreja inclusiva para exercitar a própria fé, acrescentando que se identifica também com o kardecismo.
Já no esporte, ele disse se sentir acolhido e ressalta que a equipe dele teve papel fundamental em sua aceitação. Ele lembrou ainda de um episódio em que foi vítima de comentários homofóbicos vindo de um torcedor na arquibancada em um jogo, no qual disputava uma medalha de bronze.
"Aqueles ruídos me afetaram de certa forma. Mas graças a Deus as pessoas se mobilizaram pra acabar com aquilo que estava acontecendo. É triste que ainda estamos suscetíveis a esses ataques preconceituosos, mas por outro lado fico esperançoso, porque em outros tempos ninguém iria repreender essa atitude", concluiu.

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